Imigração para os EUA: as novidades à frente

Matéria publicada na Comex do Brasil

Em 19/07/2017 por Carlo Barbieri

Imigração para os EUA: as novidades à frente

 

Vistos de mérito

Os vistos de mérito, que hoje significam menos de 10% do total de um milhão de vistos de imigração emitidos anualmente, devem receber um tratamento especial nas novas legislações que a Casa Branca, em conjunto com a dupla de parlamentares, senadores Tom Cotton, do Arkansas, e David Perdue, da Geórgia, estão idealizando, em estreita colaboração com Stephen Miller, um alto funcionário da Casa Branca e, devem receber a preferência na nova legislação a ser proposta.

Os vistos que são concedidos com base em mérito para estrangeiros em uma série de categorias, incluindo professores e pesquisadores destacados, titulares de graus avançados e aqueles com habilidade extraordinária em um campo particular, serão os “desejados” e  apoiados nessa legislação e na própria política de Trump.

Toda a política de imigração do governo Trump, é baseada na sua campanha – “America First”.

Como hoje temos cerca de um milhão de vistos de imigração emitidos anualmente e a Casa Branca quer baixar para  500,000 até 2027, teremos, provavelmente, a redução de cotas para vistos de pessoas menos qualificadas, vistos de união familiar e aqueles que pouco contribuam para o país.

Por outro lado, vistos de investimentos e pessoas de alta qualificação serão melhor recebidos.

Isto não significa que vistos temporários para atender às necessidades de empresas sediadas nos EUA não serão emitidos, como foram autorizados esta semana cerca de 30.000 para diversas áreas carentes de mão de obra não especializada.

Nova política da Casa Branca:

Para ser elegível para a cidadania o estrangeiro deverá demonstrar que:

  • É autossuficiente e
  • Não recebe assistência social.

Ou seja, não serão bem-vindos os que vêm buscar amparo no país, mas sim apenas os que vêm contribuir.

Porém, existem temas importantes pela frente, ainda prioritários, como reforma tributária, Obamacare e, principalmente,  a questão russa que está levando o presidente a muitas vezes ter que ficar numa posição defensiva.

De qualquer forma, vale a informação da perspectiva.

(*) Carlo Barbieri é formado em Economia e em Direito, com cursos de extensão e especialização na Sorbonne, Harvard, MIT, FGV, Universidade de Brasília, entre outras, é CEO do Grupo Oxford (composto por empresas internacionais de consultoria e trading), Presidente do Brazil Club, membro do conselho da Deerfield Chamber of Commerce, Embaixador da Barry University no Brasil, membro do Conselho de Cidadãos, órgão de aconselhamento ao Consulado Geral do Brasil em Miami.

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