2012 = Tirar o traseiro da cadeira – Negócios & Empresas

2012 = Tirar o traseiro da cadeira – Negócios & Empresas

Perspectivas

Seguramente teremos um exuberante ano, em termos de oportunidades, nos EUA.
Por um lado, para os imigrantes indocumentados, haverá certa tranqüilidade, pelo menos para os que não devem na Justiça, pois foram suspensas as deportações. Ainda neste front, até mesmo alguns republicanos se deram conta de que seguir colocando-se contra os estrangeiros seria um tiro no próprio pé.

Por outro, como em qualquer parte do mundo, o ano eleitoral sempre faz com que as burras dos governos sejam abertas e o dinheiro flua, com propósitos eleitorais.

Ademais, temos nas grandes empresas uma já insustentável necessidade de voltar a investir. A Apple não pode seguir mantendo em caixa cerca de $100 bilhões, à espera de um governo confiável, ou de saber para onde vai o país.

Precisa pôr este dinheiro em atividades produtivas, pois os juros seguirão sendo negativos e não devem ser alterados até pelo menos 2014, segundo o FED.

O emprego começa a voltar, mesmo que vagarosamente e os que transformaram o seguro-desemprego em forma de emprego, aos poucos verão que trabalhar é a melhor opção, pois o governo não poderá aguentar, por muito tempo, as benesses dos “food stamp”, “fuel stamp”, “mãe solteira stamp”, “aluguel stamp”, “celular stamp”, etc, da forma que é feita hoje, pois o déficit não aguenta.

E, esta volta ao trabalho também ajudará um florescimento econômico.

Estabilidade e temor – os grandes inimigos

Muitos empresários e profissionais liberais entendem estarem suas atividades no ponto ideal, quando elas atingem a estabilidade.

Ruben Bauer afirma: “O que a ciência contemporânea vem demonstrando, por meio das Teorias do Caos e da Complexidade, é que tanto o equilíbrio quanto as relações lineares de causa e efeito são antes exceção do que regra, meros casos-limite no mundo dos eventos naturais”.

A revolução tecnológica que vemos acontecer a cada dia, aliada à globalização, nos impõe sempre estar preparados para mudanças necessárias a cada momento de nossa atividade.

Estabilidade é um suicídio na atividade empresarial. Mesmo se corrermos pouco, já estaremos atrasados.

Temos que administrar sempre no caos, inovando, mudando, aperfeiçoando, re-planejando, ocupando espaços que se abrem, saindo da mesmice.

Por outro lado, a ousadia é parte importante no sucesso. Temer é retroceder, na maioria dos casos. Sem ousadia, não teriam os “Marines” dado cabo de Bin Laden.

Ousadia não quer dizer ações impensadas ou falta de planejamento, ao contrário. Para sermos ousados, com sucesso, precisamos planejar bem, analisar todas as possibilidades, mas não podemos esperar grande resultados imobilizados pelo temor, pelo medo ou mesmo pela apatia.

Oportunidade

Onde está a grande oportunidade neste ano?

Além de termos uma economia que já está se movendo, temos os concorrentes locais desanimados, inseguros, temerosos, letárgicos, aguardando que uma nova estrela guie os reis magos para trazerem a birra, o incenso e o ouro.

Mas isto só aconteceu uma vez e quem recebeu estes presentes já não está entre nós e quando voltar não será para salvar negócios, e sim seus seguidores.

Ao invés de agora ou nunca, eu diria agora e sempre: ação!

Quem precisa de equilíbrio (mesmo assim dinâmico) é a natureza, não os negócios.

A constatação da sinergia nos negócios, colocou em dúvida se a teoria de Newton, sobre conseqüências lineares, se aplicaria de forma determinante no mundo empreendedor.

Hoje as empresas têm que se re-inventar e auto-organizar.

Vamos recorrer novamente a Ruben Bauer para esta questão do que seria a empresa auto-organizante (com o perdão do neologismo).

Uma empresa “auto-organizante” na visão de Ruben é:

  • Uma organização com ricos padrões de interação e conectividade entre as pessoas, de modo a permitir e fomentar o surgimento espontâneo de sinergias catalisadoras de novas possibilidades;
  • Uma organização que reconhece ser inevitável a existência de contradições, de ambigüidade e de conflitos (ou seja, de “desordem”), e que procura utilizá-los em seu proveito, como fonte de aprendizado, criatividade e inovação;
  • Uma organização onde seus elementos constituintes apresentam alto grau de diferenciação, sem prejuízo de um alto grau de integração que confere identidade à empresa como um todo.

E é exatamente isto que temos que buscar em nossa organização, para vencer nos negócios e, neste momento, aproveitar esta recuperação da economia americana e os vazios que se abriram para serem preenchidos.

Os que tirarem os traseiros da cadeira e puserem a máquina para girar, seguramente terão uma grande alavancagem nos negócios este ano.

Fonte: Gazeta News – BBG

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