A globalização e os municípios

Publicado na revista digital Valor Político

por Carlo Barbieri

 

Nos dias de hoje, não há nada que aconteça em Cabul, que não tenha a ver com Andradina.

valor-politico-globalizaçãoAs comunicações, as transferências financeiras de barreiras, a digitalização, fazem o mundo perderem as fronteiras, para o mal e para o bem.
Cada um dos 5570 municípios que temos no Brasil concorre para atrair investimentos e empregos com os 18.218 municípios americanos.

O dinheiro vai para onde há retorno e segurança.

A legislação brasileira submete os municípios e estados  a vontade federal, pois e’ a União que na verdade tem o cofre e abre suas burras de acordo com sua vontade política.

Há porem que se considerar que o capital privado, tem suas leis e formas de atuação próprias e se rege pelo binômio lucro e confiança.

Mesmo com as distorções no mercado, em função da politização das verbas publicas, como no caso do programa “minha casa minha vida”, da concussão presente em cada licitação, os municípios que oferecem melhores condições estão liderando as construções e trazendo emprego para sua cidade.

A identificação da vocação da região e do município fazendo um programa para ser a mesma desenvolvida em projetos de curto, médio e longo prazo, tem trazido recursos e desenvolvimento a alguns “arraias” para se tornarem cidades de respeito.

Nesta serie de artigos, que fomos convidados a escrever, vamos tratar e analisar a economia a luz da realidade municipal, trazendo para nosso dia a dia o que vai pelo mundo econômico.

Neste primeiro texto, vamos analisar a questão da educação.

A marca maior da nossa educação primaria cuja responsabilidade maior recai na prefeitura, esta na falta de verbas e em conseqüência professores dedicados, mas mal remunerados.

A conseqüência e que estamos ceifando o futuro dos nossos filhos, já no nascedouro do conhecimento.

Este não é um problema exclusivo do Brasil. Ate mesmo em países mais abastados como os EUA esta realidade esta presente, com o ensino publico fraco o que leva a exclusão social dos filhos das famílias menos aquinhoadas pela fortuna.

A Florida tinha varias escolas publicas, cujos alunos tinham uma media “F” ou seja, estavam coletivamente fracassados.
Foi feita  então uma lei Estadual criando o que foi chamada “charter Scholls”

A grande característica destas escolas e que recebem recursos públicos, mas também podem receber recursos privados. A administração é privada.

Com isto as cidades investem menos, pois os recursos privados complementam a necessidade de cada escola e tem mais resultados, pois as verbas publicas e  bônus tem relação direta com o desempenho dos alunos!

O Board das escolas é formado por pessoas da comunidade, pais de alunos educadores e empresários, que se dispõe a dar de si algum tempo, não remunerado, para ver a qualidade do ensino desta escola atingir o melhor nível possível (A de preferência).

Com a autonomia, os professores podem ser melhor remunerados e também tem prêmios pela melhora da performance dos alunos.

Na escola em que participei do “Board” tive a alegria de ver sair de um humilhante “f” para “b+” em quatro anos, e hoje ao que sei, já estão com “A” graças a dedicação de seus professores e dirigentes que, por sua vez, estão ganhando muito mais.

As escolas se interessam pelo futuro profissional de seus alunos, pois de seu sucesso depende o seu próprio futuro.

Como as cidades já sabem sua vocação, tanto as escolas primarias como as secundarias desenvolvem programas de capacitação voltadas para as necessidades da comunidade, o que estimula os filhos e filhas da comunidade a permanecerem na região, ajudando em seu crescimento.

São pitadas de economia básica, que agem como fermento no crescimento da riqueza das cidades.

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