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matéria publicada originalmente no jornal Canal Rual

Especialistas reforçam que o tratado assinado nesta quarta-feira não significa o fim da guerra comercial; exportações brasileiras devem seguir aquecidas

A China se comprometeu a comprar US$ 50 bilhões em produtos agrícolas dos Estados Unidos. A assinatura da fase 1 do acordo comercial aconteceu nesta quarta-feira, 15, na Casa Branca.

Em contrapartida, os americanos devem suavizar as tarifas impostas nos últimos meses, mas manterão boa parte das sobretaxas, com a ameaça de uma punição extra caso o país asiático descumpra o que foi acordado.

O economista Carlo Barbieri afirma que a fase 1 não põe fim à guerra comercial entre China e Estados Unidos. “A disputa é muito mais estratégica do que comercial. Existem outros interesses em jogo, como o domínio do comércio mundial pela China através da logística”, diz.

Para o comentarista Benedito Rosa, o acordo assinado nesta quarta-feira não impactará, no curto prazo, o agronegócio brasileiro. “O acordo prevê que as exportações agrícolas alcançaram esse montante até o fim de 2021. No curtíssimo prazo, metade da safra de soja do Brasil já está vendida e as exportações de carnes continuam muito aquecidas. No geral, a trégua é boa para ativar a economia mundial, o que também beneficiará as exportações”, argumenta.

O campo pediu

A trégua foi fechada a dez meses das eleições presidenciais, que podem reeleger o candidato republicano. Os produtores rurais, eleitorado importante de Donald Trump, têm pressionado o governo por soluções para a guerra comercial.

Os agricultores do Meio-Oeste sofreram com a retaliação às tarifas impostas pelos EUA. O valor de produtos agrícolas exportados para a China caiu de US$ 19,5 bilhões em 2017 para US$ 9,2 bilhões em 2018.

Barbieri destaca que a China não deve fechar um acordo definitivo até a definição das eleições americanas. “É do interesse deles, assim como do Irã, que o Trump não vença, o que tornaria as negociações mais simples. Por outro lado, se notarem que ele será reeleito, devem assinar antes que ele se fortaleça”, analisa.

O comentarista Benedito Rosa afirma que a disputa entre americanos e chineses pela hegemonia do comércio continuará por vários anos. “A China tem muito claro que as exportações agrícolas são importantes para os Estados Unidos e por isso está fazendo concessões de forma lenta e gradual. Ela não fará grandes concessões, em volume, principalmente para carne de frango que os EUA têm disponível para expandir”, diz.

O que ainda está por vir?

O presidente Donald Trump afirmou que todas as tarifas devem ser retiradas na segunda fase do acordo, que deve acontecer “muito em breve”, e que espera que não seja necessária uma terceira fase.

“Analisando o histórico desta batalha comercial, é pouco provável que todos os acordos sejam firmados até lá. A meta do Trump é diminuir o déficit de comércio entre EUA e China de US$ 400 bilhões para US$ 200 bilhões. Esse acordo deve diminuir essa diferença de forma significativa, mas não chegará ao pretendido”, diz. Segundo ele, os americanos devem continuar pressionando e a China, cedendo.


matéria publicada originalmente no jornal Canal Rural

Agreement between China and USA Will Not Bring Problems to Brazil in the Short Term

Experts stress that the treaty signed on Wednesday does not mean an end to the trade war; Brazilian exports are expected to remain heated.

China has pledged to buy $ 50 billion in agricultural products from the United States.

The signing of phase 1 of the trade agreement took place this Wednesday, 15, at the White House. In return, the Americans are expected to soften the tariffs imposed in recent months but will maintain a good part of the surcharges, with the threat of extra punishment if the Asian country fails to comply with what was agreed upon.

Economist Carlo Barbieri says that phase 1 does not end the trade war between China and the United States. “The dispute is much more strategic than commercial. There are other interests at stake, such as the dominance of world trade by China through logistics, ”he says.

For commentator Benedito Rosa, the agreement signed on Wednesday will not impact, in the short term, Brazilian agribusiness.

“The agreement provides that agricultural exports reached this amount by the end of 2021. In the very short term, half of Brazil’s soybean crop is already sold and meat exports are still very heated. In general, the truce is good for activating the world economy, which will also benefit exports ”, he argues.

The Countryside Asked

“They should sign before it gets stronger ”, he analyzes.

Commentator Benedito Rosa says that the dispute between Americans and Chinese for the hegemony of trade will continue for several years.

“China is very clear that agricultural exports are important to the United States and that is why it is making concessions slowly and gradually.

It will not make big concessions, in volume, mainly for chicken meat that the US has available to expand,” he says.

What is yet to come?

President Donald Trump said that all tariffs should be removed in the second phase of the agreement, which is expected to happen “very soon”, and that he hopes that a third phase will not be necessary.

“Looking at the history of this trade battle, it is unlikely that all agreements will be signed by then. Trump’s goal is to narrow the U.S.-China trade deficit from $ 400 billion to $ 200 billion.

This agreement should reduce this difference significantly, but it will not achieve what was intended ”, he says. According to him, the Americans should continue to pressure and China giving in.

 

 

 

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