Matéria publicada Originalmente no jornal Gazeta do Estado

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Crescimento econômico, protecionismo e tensões comerciais pautam o encontro G20. Jair Bolsonaro chegou nesta quinta-feira (27) em Osaka, no Japão, para participar da cúpula. Logo ao desembarcar, o presidente brasileiro afirmou que o Brasil não tem um “lado” na guerra comercial travada entre Estados Unidos e China. As duas maiores potências econômicas mundiais se veem em um impasse recíproco de tensão e imposição de tarifas e sanções comerciais a produtos de exportação.
A questão é que, com o desacordo comercial travado entre as potências, o Brasil turbinou as exportações brasileiras para a China em US$ 8,1 bilhões, de acordo com levantamento divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em maio. As vendas nacionais passaram de US$ 22,589 bilhões, em 2017, para US$ 30,706 bilhões, no ano passado.
Em meio à guerra comercial, segundo Carlo Barbieiri, economista e analista político brasileiro, radicado nos EUA há 30 anos, o Brasil pode aproveitar de forma bilateral, aumentando sua capacidade de exportação para ambos países. “Temos visto uma grande oportunidade comercial para que o Brasil tenha maior participação nestes mercados, principalmente nos Estados Unidos. O país tem as condições ideais para ocupar o centro dessa disputa e ganhar com ela”, pondera Barbieri.
Em curto prazo, o Brasil sentiu efeitos positivos da tensão comercial. “No caso da China, o Brasil pôde entrar em mercados como carne bovina, sucos de laranja e castanha do Pará, além de se beneficiar no caso da soja. Já no caso dos Estados Unidos, além dos produtos que o Brasil já exporta, temos o fator da proximidade geográfica, favorecendo condições ideais”, pondera o especialista.
ENCONTROS BILATERIAIS
Na sexta (28), Bolsonaro terá um encontro com o presidente Donald Trump – o segundo encontro em menos de três meses, já que Bolsonaro foi recebido na Casa Branca, nos Estados Unidos, em março deste ano. Além do chefe de estado americano, haverá reuniões bilaterais com Emmanuel Macron, da França, e Xi Jinping, da China, com os primeiros-ministros Narendra Modi, da Índia, e Lee Hsien-Loong, de Singapura.
Uma das mais reuniões esperadas acontecerá neste sábado (29). Bolsonaro se encontrará com o Xi Jinping, presidente da China, e a expectativa de especialistas é que a economia seja a principal pauta da conversa. A China é o principal parceiro econômico do Brasil. Entre os destinos das exportações brasileiras, em janeiro deste ano, o país asiático liderou com um aumento da participação em relação a janeiro de 2018, de 18,3% para 20,9% da fatia do mercado.
“Esperamos que o Brasil possa estreitar suas relações com a China e mudar o cenário atual de exportação brasileira para o país asiático. Hoje, a maior participação do Brasil é com commodities. Exportar produtos de alto valor agregado seria muito mais interessante para a economia brasileira”, explica o economista.

RETOMADA DA CONFIANÇA
Neste ano, pela primeira vez, o Brasil ficou foram do ranking da A.T. Kearney, de países que mais devem atrair investimentos estrangeiros no mundo. No levantamento, o Brasil não ficou entre os 25 países mais confiáveis para receber investimentos. Barbieri explica que “a economia brasileira não está transmitindo segurança para o investimento externo. Então, os investimentos costumam ser pontuais e de curto prazo. Isso resulta em um capital especulativo e com alta variação e instabilidade. Essa situação precisa ser resolvida o quanto antes”.
Desde 1998 – quando a consultoria A.T. Kearney começou a fazer este ranqueamento – o país nunca havia ficado fora do top 25. Mercados sólidos, como os dos Estados Unidos e Alemanha, estiveram no topo do ranking de 2019.
“O G20 é uma oportunidade de reposicionar o Brasil no mercado externo e reconquistar a confiança no exterior. Será preciso aproveitar ao máximo as reuniões bilaterais para rever alguns pontos que possam favorecer para ambos lados, mas que, principalmente, reflitam no Brasil posicionando-o como nação atraente para novos investimentos estrangeiros”, analisa Barbieri.

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BRAZIL SHOULD USE THE G20 TO WORK WITH WAR IN CHINA AND THE USA, ECONOMIC EVALUATION

Economic growth, protectionism and trade tensions lead to the G20 meeting. Jair Bolsonaro arrived here Thursday (27) in Osaka, Japan, to attend the summit. Soon after landing, the Brazilian president said that Brazil does not have a “side” in the commercial war between the United States and China. The two largest world economic powers find themselves in a reciprocal stalemate of tension and imposition of tariffs and trade sanctions on export products.

 

The issue is that, with trade disagreement between the powers, Brazil has significantly increased Brazilian exports to China at US $ 8.1 billion, according to a survey released by the National Confederation of Industry (CNI) in May. Domestic sales increased from US $ 22.589 billion in 2017 to US $ 30.706 billion last year.

 

In the midst of the commercial war, according to Carlo Barbieri, an economist and Brazilian political analyst, settled in the United States 30 years ago, Brazil can take advantage bilaterally, increasing its export capacity for both countries. “We have seen a great commercial opportunity for Brazil to have greater participation in these markets, especially in the United States. The country has the ideal conditions to occupy the center of this dispute and win with it, “says Barbieri.

 

In the short term, Brazil experienced positive effects of trade tension. “In the case of China, Brazil has been able to enter markets such as beef, orange juice and Brazil nuts, in addition to benefiting soy. In the case of the United States, besides the products that Brazil already exports, we have the factor of geographical proximity, favoring ideal conditions “, ponders the specialist.

 

BILATERIAL ENCOUNTERS

 

On Friday, Bolsonaro will meet with President Donald Trump – the second meeting in less than three months, as Bolsonaro was received at the White House in the United States in March this year. In addition to the US head of state, there will be bilateral meetings with Emmanuel Macron of France and Xi Jinping of China with Prime Ministers Narendra Modi of India and Lee Hsien-Loong of Singapore.

 

 

 

In addition to the US head of state, there will be bilateral meetings with Emmanuel Macron of France and Xi Jinping of China with Prime Ministers Narendra Modi of India and Lee Hsien-Loong of Singapore.

 

One of the most expected meetings will be held this Saturday (29). Bolsonaro will meet with Xi Jinping, president of China, and the expectation of specialists is that the economy is the main agenda of the conversation. China is Brazil’s main economic partner. Among the destinations of Brazilian exports, in January of this year, the Asian country led with an increase in participation compared to January 2018, from 18.3% to 20.9% of the market share.

 

“We hope Brazil can strengthen its relations with China and change the current scenario of Brazilian exports to the Asian country. Today, Brazil’s largest share is with commodities. Exporting high added value products would be much more interesting for the Brazilian economy, “explains the economist.

 

TRANSFER OF CONFIDENCE

 

This year, for the first time, Brazil was ranked A.T. Kearney, of countries that should attract foreign investment in the world. In the survey, Brazil was not among the 25 most reliable countries to receive investments. Barbieri explains that “the Brazilian economy is not transmitting security for foreign investment. So investments are often punctual and short-term. This results in speculative capital with high variation and instability. This situation needs to be resolved as soon as possible. ”

 

Since 1998 – when A.T. Kearney began to make this ranking – the country had never been out of the top 25. Solid markets, such as the United States and Germany, were top of the 2019 ranking.

 

“The G20 is an opportunity to reposition Brazil in the foreign market and regain confidence abroad. We will have to make the most of the bilateral meetings to review some points that may favor both sides, but that mainly reflect in Brazil positioning it as an attractive nation for new foreign investments, “analyzes Barbieri.

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