Briga comercial USA e China continua

Publicado originalmente na revista BizBrazil

12-07

Em 2018 o cenário comercial das duas maiores potências econômicas mundiais – Estados Unidos e China – passa por um momento relevante de mudanças. Muito além da especulação de redução do PIB chinês e americano frente à disputa comercial estão os parâmetros que devem levar o Brasil ao centro dessa disputa. É o que avalia o economista Carlo Barbieri, que dirige nos Estados Unidos, há mais de 25 anos, a consultoria de investimentos americana, Oxford Group.

“Temos visto uma grande oportunidade comercial para o Brasil se afirmar nestes mercados, principalmente aqui nos Estados Unidos. É possível que neste momento o país ganhe competitividade com seus produtos e reafirme sua robustez comercial aqui nos EUA. Temos as condições ideais para ocupar o centro dessa disputa e ganhar com ela”, afirma o consultor e economista Carlo Barbieri.

O economista ainda pondera que a proximidade geográfica do Brasil com os Estados Unidos, a qualidade dos produtos e a força de trabalho brasileiros são pontos favoráveis que devem conferir ao país a posição central na avaliação comercial americana. “Os Estados Unidos estão fortalecendo laços comerciais neste momento. O Brasil pode e deve aproveitar essa chance para consolidar ainda mais a relação com os EUA”, avalia o economista, ponderando que não há melhor momento para investimentos brasileiros nos EUA.

Internacionalização brasileira para os EUA

Segundo análise da consultoria Oxford Group, do ponto de vista econômico, os EUA se têm tornado o desejo e destino de empresas da maior parte do mundo, por sua segurança jurídica, força de sua moeda e estabilidade de suas instituições: ou seja, a base ideal para internacionalização de empresas.

“O atual governo, do ponto de vista econômico, tem implementado uma profunda desregulamentação, para agilizar sua economia e tirar custos desnecessários e retardadores do progresso. Com a confiança do mercado, valorizou a poupança do americano e nos que investem nos EUA. Mais de $7 trilhões foram acrescidos ao valor das inversões nas bolsas de valores. Sua taxa de crescimento tem sido o dobro da obtida, em média, nos últimos 8 anos”, afirma o economista Carlo Barbieri.

Cenário ideal para investir

De acordo com o especialista, a reforma tributária está atraindo milhares de matrizes de suas empresas de volta para aos EUA, e muitos outros empreendedores estão visualizando a possibilidade de instalar suas bases de operações mundiais a partir dos EUA. Ele destaca as razões: impostos baixos para as empresas (caíram de 35% para 21%) e insegurança pessoal no Brasil, jurídica e institucional, além da precária capacidade de recuperarão econômica do país que está fazendo com que, mesmo mantendo sua atuação no país, as empresas estejam se organizando para se internacionalizar e os EUA passam a ser o seu destino principal.

“Há uma mudança do conceito aqui nos Estados Unidos no qual a taxação americana passa a ser territorial e não mundial para as empresas que operam em outros países, fazendo com que, na prática, em especial nos países com tratados tributários, os lucros obtidos em outros países não sejam taxados ao serem trazidos para os EUA. A transferência das sedes de empresas está sendo galopante”, afirma Barbieri.

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In 2018 the commercial scenario of the two largest world economic powers – the United States and China – is going through a relevant moment of change. Beyond the speculation of reduction of the Chinese and American GDP in front of the commercial dispute are the parameters that should lead Brazil to the center of this dispute. This is what the economist Carlo Barbieri, who has been in the United States for more than 25 years, the American investment consulting firm, Oxford Group.

“We have seen a great commercial opportunity for Brazil to affirm itself in these markets, especially here in the United States. It is possible that at this moment the country will gain competitiveness with its products and reaffirm its commercial robustness here in the USA. We have the ideal conditions to occupy the center of this dispute and win with it, “says consultant and economist Carlo Barbieri.

The economist still ponders that Brazil’s geographical proximity to the United States, product quality, and Brazil’s workforce are favorable points that should give the country the central position in the American trade assessment. “The United States is strengthening trade ties at this time. Brazil can and should take this opportunity to further consolidate the relationship with the US, “says the economist, considering that there is no better time for Brazilian investments in the United States.

Brazilian internationalization for the USA

According to the Oxford Group, from the economic point of view, the US has become the desire and destiny of companies in most of the world, for their legal security, currency strength and stability of their institutions: that is, the base ideal for internationalization of companies.

“The current government, from the economic point of view, has implemented deep deregulation, to streamline its economy and take unnecessary and retarding costs of progress. With the confidence of the market, he valued the savings of the American and those who invest in the USA. More than $ 7 trillion was added to the value of stock market investments. Its growth rate has been twice that obtained on average over the past 8 years, “says economist Carlo Barbieri.

Ideal investment scenario

According to the expert, the tax reform is pulling thousands of parent companies back to the US, and many other entrepreneurs are envisioning the possibility of setting up their global trading bases from the US. He highlights the reasons: low taxes for companies (dropped from 35% to 21%) and personal insecurity in Brazil, legal and institutional, and the precarious economic recovery capacity of the country that is making, even while maintaining its performance in the country, companies are organizing to internationalize and the US becomes their main destination.

“There is a change of concept here in the United States in which US taxation becomes territorial and not global for companies operating in other countries, making in practice, especially in countries with tax treaties, other countries are not taxed when brought to the United States. The transfer of corporate headquarters is being rampant, “says Barbieri.

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