Desempenho histórico na economia americana pode reeleger Trump, avalia economista brasileiro

Matéria publicada originalmente no Jornal Expresso Regional

Desempenho histórico na economia americana pode reeleger Trump, avalia economista brasileiro

De acordo com Carlo Barbieri, mesmo com novo congresso mais aguerrido e em combate com as propostas de Donald Trump, panorama econômico dos Estados Unidos será um dos pontos fundamentais nas eleições de 2020

Nos Estados Unidos, as eleições de meio mandato, conhecidas como (middle term), pareceram não incomodar o presidente republicano Donald Trump. Com o resultado, os democratas retomaram o controle da Câmara dos Representantes, o que não acontecia há oito anos, e os republicanos conquistaram a maioria no Senado. A “onda azul” não foi tão forte quanto esperado, e Trump se declarou vitorioso. Entretanto, mesmo com número maior de deputados no Congresso, o partido democrata pode continuar a reboque da agenda temática do atual presidente americano.

Com mais de 25 anos de experiência nos EUA, Carlo Barbieri, economista e analista político, enfatiza que a estratégia de barrar os projetos do Governo Trump na Câmara poderá ter efeito contrário ao desejado pelos democratas, o que fortalece o presidente para as eleições de 2020. “Trump está sempre em uma posição belicosa, não constrói uma linha em harmonia, pois está sempre em função de uma guerra. O efeito desejado pelo presidente é de colocar os democratas contra a vontade da maioria do povo norte-americano que conquistou durante seu mandato. E é provável que os democratas entrem nessa linha belicosa, o que seguramente vai favorecer sua reeleição na presidência.”

Por outro lado, de acordo com Carlo, este enfrentamento diminui o poder de negociação dos acordos internacionais do presidente, paralisando ou pelo menos diminuindo o ritmo da agenda de um EUA forte e exportador. A avaliação do economista prevê ainda que, neste cenários pós eleição, em termos de crescimento interno, não deverá haver um soluço grande pois a diminuição dos impostos e a consequência atração de novos capitais externos, além da repatriação das grandes corporações americanas, manterão o crescimento e o emprego.

Empresas do mercado exterior tem sido atraídas em função dos novos acordos comerciais dos EUA, que transmite aos empresários a seguridade de que, quando estabelecidas no país, terão ainda melhores condições de crescimento. Nos últimos anos os Estados Unidos da América atraíram investimentos de diversos setores de atividades, como o de armamento, siderúrgico, sucos, alimentos, entre outros. “E o intuito das nações que procuraram os EUA foi muito além de localizar apenas sua base exportadora, como, muitas vezes, sua base industrial e até mesmo sua matriz nos EUA, para se utilizar da nova formatação tributária, atualmente a melhor do mundo livre”, pondera Barbieri.

Muito além dos impasses do novo congresso americano, o posicionamento econômico do país será ponto determinante para a reeleição. Um dos êxitos do mandato de Trump mais repercutidos é a queda da taxa de desemprego. Atualmente a marca é de 3,7%, o menor índice em 49 anos. O presidente tem ressaltado ainda quedas recordes nas taxas de desemprego entre a população negra. Em maio deste ano, o desemprego entre negros caiu para 5,9%, o percentual mais baixo desde 1970.

Apoiado ainda no argumento de estímulo econômico, outro ponto forte para a reeleição de Trump é a histórica diminuição dos impostos para a classe média. “Este deverá ser, potencialmente, o sustentáculo maior do crescimento e peça fundamental nas eleições de 2020”, assegura Carlo Barbieri. Considerada uma das maiores vitórias de Donald Trump, depois de um longo processo, a aguardada reforma fiscal prevê redução dos impostos para empresas e as grandes fortunas. A maior economia do mundo reduziu o Imposto de Renda (IR) das empresas de 35% para 21%.

Não limitando-se a maior abertura econômica e ao menor desemprego em 50 anos, no segundo trimestre de 2018 os EUA alcançaram o melhor resultado de crescimento econômico em 4 anos, com avanço positivo de 4,1%. Ainda neste ano, a economia da Flórida passou de trilhão de dólares. Esse valor do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado é maior que o de países como a Suíça, a Arábia Saudita, a Argentina e a Holanda.

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Historical performance in the US economy may re-elect Trump, says Brazilian economist

According to Carlo Barbieri, even with a new congressman more fierce and in combat with the proposals of Donald Trump, the economic panorama of the United States will be one of the fundamental points in the elections of 2020

In the United States, the mid-term elections seemed not to bother Republican President Donald Trump. With the result, the Democrats regained control of the House of Representatives, which had not happened for eight years, and the Republicans won a majority in the Senate. The “blue wave” was not as strong as expected, and Trump declared himself victorious. However, even with more Congressional deputies, the Democrat party may continue to trail the agenda of the current US president.

With more than 25 years of experience in the US, Carlo Barbieri, an economist and political analyst, emphasizes that the strategy of barring Trump government bills in the House may have an effect contrary to that desired by the Democrats, which strengthens the president for the 2020 elections “Trump is always in a bellicose position, does not build a line in harmony, because it is always a war. The effect desired by the president is to put the Democrats against the will of the majority of the American people he won during his tenure. And it is likely that the Democrats will join this bellicose line, which will surely favor their re-election in the presidency. ”

On the other hand, according to Carlo, this confrontation lessens the bargaining power of the president’s international agreements, paralyzing or at least slowing down the agenda of a strong US and exporter. The economist’s assessment also predicts that in this post-election scenario, in terms of domestic growth, there should be no major hiccup as tax cuts and the attraction of new foreign capital, as well as the repatriation of large US corporations, will sustain growth and employment.

Foreign market companies have been attracted by new US trade agreements, which convey to businessmen the assurance that, when established in the country, they will still have better growth conditions. In recent years the United States of America has attracted investments from various sectors of activities, such as arms, steel, juices, food, among others. “And the intent of the nations that sought the US went far beyond locating only its export base, as often its industrial base and even its US headquarters, to use the new tax format, currently the best in the free world “, Ponders Barbieri.

Beyond the impasses of the new US Congress, the country’s economic position will be a determining factor for re-election. One of Trump’s most successful repercussions is the fall in the unemployment rate. Currently the brand is 3.7%, the lowest index in 49 years. The president has also highlighted record declines in unemployment rates among the black population. In May of this year, unemployment among blacks fell to 5.9%, the lowest percentage since 1970.

Supported further by the economic stimulus argument, another strong point for Trump’s re-election is the historic lowering of taxes for the middle class. “This should potentially be the mainstay of growth and a key element in the 2020 elections,” says Carlo Barbieri. Considered one of Donald Trump’s biggest wins, after a long process, the long-awaited tax reform provides for tax cuts for businesses and large fortunes. The world’s largest economy reduced corporate income tax (IR) from 35% to 21%.

Not limited to greater economic opening and lower unemployment in 50 years, in the second quarter of 2018 the US achieved the best economic growth result in 4 years, with a positive increase of 4.1%. Still this year, Florida’s economy has gone from trillion dollars. This value of the Gross Domestic Product (GDP) of the State is greater than that of countries like Switzerland, Saudi Arabia, Argentina, and the Netherlands.

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