ELEICÕES AMERICANAS E A ECONOMIA

Matéria publicada originalmente na revista FocoAmerica

Na semana passada, conversando com um experiente advogado americano perguntei: O que das eleições americanas. A sua resposta dá bem o tom da visão de uma boa parte da população do país: nada, amanha (dia das eleições) tenho que levantar, trabalhar e pagar minhas contas.

O que vimos nas últimas eleições mostrou que algo está mudando nesta situação.

Um consultor de verdade, entende que, para dar um conselho e fazer um plano para a empresa, além de um atualizado conhecimento de gestão, necessita conhecer e entender macroeconomia e para isto tem que ter uma análise acurada da política local e internacional.

Até uma pequena pastelaria depende disso.

Vamos fazer algumas considerações sobre estas eleições recentes e suas consequências:

O Presidente Trump afirma que ganhou, pois manteve o Senado e não houve a esperada “onda azul” que estava sendo esperada.

Com o controle do Senado vai seguir com a nomeação de juízes federais conservadores, mas, após 8 anos de nomeações de juízes liberais pelo presidente Obama, ainda faltariam 6 de Trump para equilibrar as contas. Fora isto, pouco poderá fazer o Presidente para manter sua agenda.

Os Democratas tomando a Camara de Representantes, já preparam mais de 80 ações de investigação sobre o presidente e sua administração, que deverá ocupar toda a pauta do Congresso, sobrando pouco para as ações legislativas, em si. Lembremo-nos de que o orçamente passa por lá!!!

Espera-se, em consequência, mais um pugilato no legislativo do que algo realmente interessante em termos de leis que modificar ou interessar a população. Neste sentido, se não houver uma mudança no quadro democrata, ele estão, de fato, ajudando na reeleição do Trump em detrimento do interesse dos americanos.

Com a eleição de democratas mais afastados do centro, teremos um distanciamento dos votos dos independentes e democratas mais conservadores.
Desta forma teremos um partido republicano desfigurado que será “Trumpista” e um partido Democrata esquerdista, que se afasta de suas bases de centro.

Por outro lado, este enfrentamento diminuirá o poder de negociação dos acordos internacionais do presidente, paralisando ou pelo menos diminuindo o ritmo da agenda de um EUA forte e exportador.

Em termos de crescimento interno, não deverá haver um soluço grande pois a diminuição dos impostos e a consequência atração de novos capitais externos, além da repatriação das grandes corporações americanas, manterão o crescimento e o emprego.

Potencialmente, a diminuição dos impostos para a classe média deverá ser o sustentáculo maior do crescimento e peca fundamental nas eleições de 2020.

A maior preocupação esta no ciclo normal de correção do crescimento que ocorre em média a cada 7 anos e que esperava fosse ocorrer no máximo em 2019, mas com os fatos novos no que diz respeito aos impostos, desburocratização e perspectivas do mercado externo, esta correção está adiada “sine die”.

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Last week, talking to an experienced American lawyer I asked: What about the American elections. Your answer gives a good tone to the vision of a good part of the country’s population: nothing, tomorrow (election day) I have to get up, work and pay my bills. What we saw in the last election showed that something is changing in this situation.

A real consultant understands that in order to give advice and make a plan for the company, in addition to up-to-date management knowledge, he needs to know and understand macroeconomics and for this, he has to have an accurate analysis of local and international politics. Even a small pastry depends on it.

Let’s make some considerations about these recent elections and their consequences:

President Trump says he won because he held the Senate and there was not the expected “blue wave” that was being expected.

With Senate control going on with the appointment of conservative federal judges, but after eight years of liberal judges’ nominations by President Obama, Trump’s 6 would still be out to balance the bills. Otherwise, the President can do little to maintain his agenda.

The Democrats taking the House of Representatives have already prepared more than 80 research actions on the president and his administration, which should occupy the entire agenda of Congress, leaving little to legislative action itself. Let’s remember that the budget goes there !!!

As a result, one expects more of a legislative bulge than something really interesting in terms of laws that modify or interest the population. In this sense, if there is not a change in the Democratic cadre, they are, in fact, helping in the re-election of Trump to the detriment of the American interest.

With the election of Democrats further removed from the center, we will be distancing ourselves from the votes of the more conservative independents and Democrats.
In this way we will have a disfigured Republican party that will be “Trumpista” and a leftist Democratic party, that moves away from its center bases.

On the other hand, this confrontation will lessen the bargaining power of the president’s international agreements, paralyzing or at least slowing down the agenda of a strong US and exporter.

In terms of internal growth, there should be no major hiccup as tax cuts and the consequent attraction of new foreign capital, in addition to the repatriation of large US corporations, will sustain growth and employment.

Potentially, the lowering of taxes for the middle class is expected to be the major mainstay of growth and a key player in the 2020 elections.

The main concern is the normal cycle of growth correction that occurs on average every 7 years and expected to occur at the maximum in 2019, but with the new facts regarding taxes, debureaucratization and external market outlook, this correction is postponed “sine die”

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