EUA reforçam política de prevenção a ataques terroristas.

WASHINGTON – O governo dos EUA aprovou no fim desta quinta-feira novas diretrizes que permitem que agentes do Centro Nacional de Combate ao Terrorismo (NCTC, na sigla em inglês) no país tenham mais tempo para acessar informações de cidadãos americanos e residentes, mesmo que eles não estejam vinculados ao terrorismo. De acordo com matéria publicada no diário “Washington Post”, o prazo, que antes era de 180 dias, foi estendido para cinco anos.

A NTCT, criada em 2004, coleta informações e as compartilha com outras 30 agências e poderá ceder os dados para suas parceiras por períodos menores, a não ser que o indivíduo investigado tenha conexões evidentes com organizações extremistas. Autoridades defendem que as novas diretrizes servirão para reforçar que informações relevantes estejam acessíveis para análise e não são uma forma de invasão de privacidade.

– Nós temos insistido nisso pois o sucesso da NCTC depende de total acesso da central a informações que os EUA coletam legalmente – afirma Mike Rogers, presidente do Comitê de Inteligência do Parlamento americano – Não quero deixar nenhuma possibilidade de que uma catástrofe aconteça porque alguma evidência estava escondida em um arquivo de escritório.

De acordo com o “Washington Post”, o atentado de Fort Hood, no Texas, e a tentativa de derrubar uma avião americano no Natal de 2009 foram dois acontecimentos que estimularam as agências a agregar e analisar com mais cuidado informações de civis. No caso de Fort Hood, autoridades sabiam que o atirador Nidal M. Hasan matinha contato com radicais, mas essa informação não foi divulgada para todo o governo. Já o nome de Umar Farouk Abdulmutallab, acusado de tentar derrubar um avião americano em 2009, estava em listas da NCTC, mas não foi divulgado para outros órgãos.

A decisão, aprovada pelo advogado-geral da União, Eric H. Holder Jr., preocupa grupos de defesa às Liberdades Individuais, que criticam o governo por prisões de afegãos, sem antes terem o direito a julgamento, pela manutenção da prisão de Guantánamo, sem que os detentos tenham direito de defesa e pela autorização de execução de Anwar al-Awlaki, um religioso nascido nos EUA, mas ligado à al-Qaeda, que foi morto por drones no Iêmen.

Source: Yahoo!

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