Artigo publicado na Revista Mercado Comum

by  Carlo Barbieri

 

O Estado da Flórida tem se destacado por vários fatores:

-O Governo se empenha diariamente em desburocratizar, facilitar o empreendimento produtivo e diminuir a carga tributária;

-Não possui imposto de renda estadual (um dos oito estados que assim se mantêm);

-Um dos poucos estados que tem superávit fiscal (mais de US$ 1,1 bilhão), apesar de ser um dos poucos que não aumentou os impostos antes, durante e após a crise;

-Dispõe de uma política estadual para fomentar o turismo que atrai cerca 90 milhões de pessoas para o estado a cada ano (Orlando representa menos da metade), gerando US$ 800 bilhões de receitas para a economia estadual;

-Vem buscando melhorar sua estrutura educacional, já chegando a 10º lugar em qualidade no país;

-Cerca de 18% do PIB originam-se de investimentos externos;

-O comércio exterior da Florida é de US$162,2 bilhões.

Se considerado um país, o estado da Flórida sozinho seria economicamente o 19º maior país do mundo. O valor do seu PIB é de US$1,8 trilhão – quase igual ao brasileiro – e em breve estará superando Nova Iorque, passando a ser a terceira maior economia dos EUA.

 

Investimento estrangeiro

Chamado “Estado do Sol Brilhante” (Sun Shine State), a Flórida presencia o ingresso de uma quantidade enorme de investimentos estrangeiros que hoje já detêm 1/5 das propriedades locais. Com isso, a crise do setor imobiliário foi mais rapidamente superada do que os congêneres. Para se ter uma ideia em números: na crise havia um estoque de 7,6 anos de imóveis disponíveis, contra um media histórica de 18 meses. Atualmente, em áreas com maior presença de investidores estrangeiros o estoque está em quatro meses e meio. Em Miami, no ano passado, 26% dos imóveis foram adquiridos por brasileiros.

Atualmente, já são cerca de 8.000 as empresas estrangeiras estabelecidas na Flórida.

 

Educação

O grande sucesso na melhora do ensino básico na Flórida encontra-se na dinâmica criada pelas “Charter School”, um sistema em que a escola é mantida pelo poder público, mas dirigida pela iniciativa privada. Através desse processo, o estado economiza 25%, pelo menos, nos custos – o que permitiu aumentar a qualidade de forma sensacional. Em geral, eram escolas com média “F” e, após três ou quatro anos, mudaram de patamar e passaram para o nível “A”, considerado o mais elevado.

 

Comércio Exterior

Há uma plena consciência do setor público e principalmente do privado, na Flórida, da importância do comércio exterior para o desempenho da economia local, seu sucesso e perenidade do mesmo. No mundo inteiro, cerca de um bilhão de pessoas compram algo proveniente da Flórida. Desses, 97% não vivem nos EUA. Em grande parte este sucesso nasce do adequado uso dos tratados comerciais, da logística eficiente internamente e no apoio do governo aos exportadores. As exportações representam 1,7 milhão de empregos para o estado.

Do total exportado, US$ 66,4 têm origem direta na Flórida, o que demonstra ter o estado se transformado em um grande “hub” para o Hemisfério Ocidental. O mais interessante é a constatação de que são 58.000 empresas as que exportam produtos, o que corresponde a cerca de 20% do total de empresas exportadores dos EUA. Isso faz com que a Flórida seja o segundo maior estado no ranking dos exportadores norte-americanos.

O número de exportadores tem aumentado de maneira fantástica, registrando uma expansão de 48% desde 2005. O mais impressionante: 96% das empresas exportadoras são pequenas e médias. Destaque-se que este percentual é o maior dos EUA, onde cerca de 34% das exportações originam-se de pequenas e medias empresas. Em termos de valor exportado, 68% são performados pelas pequenas e médias empresas.

Outro fato importante: os salários dos funcionários das empresas exportadoras são, em media, 30% maiores do que a média das empresas locais. Mais do que isto, o crescimento das empresas exportadoras é 15% maior e elas são 12% mais lucrativas do que as não exportadoras.

Tirando-se a Suíça, que é o maior importador da Flórida com U$ 8,2 bilhões, a quase totalidade das exportações dirigidas ao país corresponde a ouro, que é comprado aqui, em forma de joias; em seguida vem a Venezuela que, como sua política econômica dizimou a sua indústria fazendo o país ser dependente em tudo menos petróleo, importa cerca de U$ 5,1 bilhões. O terceiro maior importador de produtos da Flórida, com compras consistentes e diversificadas é o Brasil, com US$ 4,9 bilhões.

O destaque das exportações está em alta tecnologia, em que ocupa o terceiro lugar do EUA, atrás apenas da Califórnia e Texas, tendo crescido nesse segmento 102% nos últimos 10 anos.

A Flórida, ao contrário de dizimar o empreendedor com impostos elevados e serviços baixos, optou por crescer e gerar empregos. Entendeu ser descabida a política de “não poder aumentar as exportações para não tirar comida e produtos da população”, como se faz no Brasil e, ao contrário, fortaleceu suas exportações, em todos os níveis, gerando milhões de empregos, que são também muito melhor remunerados.

Realmente, a Flórida é um caso especial e um exemplo a ser considerado.

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