Matéria publicada originalmente na revista Foco America

English version Below!

O evento: BRAZIL MID-YEAR OUTLOOK – The Bolsonaro Administration Scorecard , organizado pela Sueli  Bonaparte,  Presidente e Executiva do Conselho de Negócios da Flórida chamou-nos a atenção para a insegurança que os investidores e outros formadores de opinião no exterior demonstram com relação ao futuro do Brasil.

Se por um lado temos um governo formado por grandes valores, destacando, mas não limitando aos ocupantes dos ministérios da Justiça, Economia, Minas e Energia e Ciência e Tecnologia, por outro temos uma coordenação política modesta e uma indefinição caótica das prioridades governamentais.

Temos uma inflação que deve ficar em torno de 4% ao ano e uma reserva em dólares em torno de $390 bilhões. Porém, temos uma dívida interna de 80% do PIB.

As formas de controlar este déficit, tais como as novas regras para a previdência, o aumento da produtividade (atualmente está em zero), e um robusto crescimento (não deve chegar a 1%), não dão mostra de serem obtidas.

Um governo que, tendo minoria nas casas, não conseguiu criar uma coalizão capaz de dar sustentação as suas medidas e teve que voltar à chamada “velha política” que tanto combateu e que lhe trouxe o sucesso eleitoral, vai deteriorando o capital político conquistado nas urnas.

Com isto, Paulo Leme, destaca 3 cenários:

A reforma passa, graças a ação do ministro da Economia e o Presidente da Câmara, com posterior geração de empregos e aumento da produtividade;

As reformas não passam as (que não podem se limitar apenas as da previdência) e aí teremos a saída do grande fiador das reformas, Paulo Guedes e sua equipe; e aí sim teremos uma recessão.

Claro, sempre temos a possibilidade de uma “reforminha” ridícula que nos fará perder mais uma década, sem crescimento e a espera de novas eleições.

Este cenário, que não é exclusivo do Brasil, mas da América Latina como um todo, fez com que a América Latina enviasse para fora de seus países, mais de 5 trilhões de dólares, liderado pelo Brasil com mais de $600 bilhões, que fazem muita falta para seu crescimento e geração de emprego.

O cenário internacional mostra também sinais conflitantes para o Brasil.

A guerra comercial entre os EUA e China que trouxe um oceano de oportunidades para o Brasil, pois, por um lado, abre oportunidades de exportação, a melhor preço, de commodities e outros produtos para a China, ocupando o espaço deixado pelos EUA, e também, duas chances: para a indústria brasileira, em particular, exportando produtos que a China teve seus impostos aumentados e para o governo, através da  atração de empreendedores americanos que podem mudar seu polo de produção para o Brasil face as incertezas e inseguranças com relação a China.

Porém, se esta guerra trouxer um desaquecimento econômico mais amplo, o Brasil pode perder na sua balança comercial pois as commodities terão uma queda geral, o que nos será desfavorável, pois elas são essenciais para nossa balança comercial.

Enfim, visto de fora, o Brasil dá esperanças de ser um ponto fundamental de atração de capitais, gerando empregos, divisas e crescimento econômico, mas, este quadro ainda está com mais nuvens do que claridade.

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BRAZIL SEEN FROM THE OUTSIDE, JUNE 2019

The event: BRAZIL MID-YEAR OUTLOOK: The Bolsonaro Administration Scorecard, organized by Sueli Bonaparte President & Chairwoman of the -Florida Business Council called us attention to the insecurity that investors and other opinion makers abroad have regarding the future of Brazil. 

On the one hand, we have a government formed by great values, highlighting but not limiting the occupants of the ministries of Justice, Economy, Mines, and Energy, and Science and Technology, on the other hand, we have modest political coordination and a chaotic uncertainty of the priorities of the government.

We have an inflation that should stay around 4% per year and a dollar reserve around $ 390 billion. But we have an internal debt of 80% of GDP. 

The ways to control this deficit through new rules for social security increased productivity (is at zero), and robust growth (should not reach 1%), do not give evidence of being obtained. 

A government that, having a minority in the houses, failed to create a coalition capable of sustaining its measures and had to return to the so-called “old politics” that fought so hard and brought it an electoral success, is deteriorating political capital won at the polls. 

With this, Paulo Leme highlights 3 scenarios: 

The reform passes, thanks to the action of the Minister of Economy and the President of the Chamber, with subsequent generation of jobs and increased productivity; 

The reforms do not pass the (which can not be limited only to the one of the foresight) and there we will have the exit of the great guarantor of the reforms, Paulo Guedes and his team and yes yes we will have a depression.

Of course, we always have the possibility of a ridiculous “reforming” that will make us lose another decade, without growth and waiting for new elections. 

This scenario, which is not unique to Brazil, but to Latin America as a whole, has caused Latin America to send more than 5 trillion dollars out of its countries, led by Brazil with more than $ 600 billion, which are desperately needed for growth and job creation.

The international scenario also shows conflicting signs for Brazil.

The trade war between the US and China, which has brought an ocean of opportunity for Brazil, since, on the one hand, it opens up opportunities to export, at the best price, commodities and other products to China, occupying the space left by the US, and also, two chances: for Brazilian industry, in particular, exporting products that China has had its taxes increased and for the government, by attracting American entrepreneurs who can change their production pole to Brazil in the face of uncertainties and insecurities about China.

However, if this war brings a broader economic slowdown, Brazil may lose its trade balance because commodities will have a general fall, which will be unfavorable to us, as they are essential for our trade balance. 

Finally, from the outside, Brazil gives hope of being a fundamental point of attraction of capitals, generating jobs, foreign exchange and economic growth, but this picture is still more clouds than clarity. 

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