O Fim da Dignidade

O Fim da Dignidade

Ao acercar-nos das eleições para os executivos a nível Federal e Estadual, no Brasil, vemos que, um fato e’ inegável: os primeiros 8 anos do Partido no poder conseguiu eliminar a dignidade no país.

Foram extintos todos os traços deste valor em cada uma das esferas do poder.

No executivo, o aparelhamento terminou com todas as formas de preservação da austeridade, da honestidade e da independência de cada um dos órgãos importantes da administração direta.

A ex-Policia Federal, atual Policia Política, tão respeitada no passado, em 8 anos não conseguiu encontrar uma informação válida sobre cada um dos casos que investigou em que o Partido no poder estava envolvido. Desde o escândalo da cueca, ate os “ aloprados”  dos dossiês anteriores, tudo foi feito para ocultar as provas e nenhum culpado foi levado à justiça com dados para condenação.

Ela só encontra  suspeitas quando algum dos testas de ferro do inimputável presidente deixar de repassar os “ direitos” dele ou de seus comparsas ou parentes. Ai na velocidade da luz, residências são invadidas, escritórios são violados, mas logo que  o “ acerto” e’ feito, os inquéritos desaparecem ou são paralizados.

Estima-se que mais de seis milhões de telefones estão hoje sendo grampeados, “ com ordem da justiça”.  Claro que somente o primeiro numero esta anotado oficialmente, mas os milhares que estão na seqüência, não são informados.

A Receita, cujo serviço reservado já estava nas mãos do Partido atualmente no poder, desde a  gestão anterior, começa a mostrar a que veio, de forma mais publica, a partir de alguns vazamentos que chegaram ao público recentemente. Segundo se já se sabe, mais de 3000 violações ocorreram apenas no ultimo semestre do ano passado.

Nunca os fins justificaram tanto os meios tanto na ação, como no acobertamento da delinqüência como esta se vendo atualmente.

O Legislativo, mostrou o que ‘e após o mensalao, que após a denuncia, passou a ser praticada outras formas, para disfarçar, mas não menos eficiente, na distribuição de benefícios para os que vendem seus votos para o Poder.

No judiciário as coisas estão ainda pior, com nove membros da Suprema corte indicados pelo chefe desta quadrilha,  destes não há de se esperar a menor dignidade. O “ insubordinado”  que tentou levar adiante o caso do mensalao, foi convencido a ficar “ doente” o tempo suficiente para que os processos prescrevessem, sob ameaça de divulgação de dados disponíveis nos “ porões”  na nova inteligência reinante.

A mídia falada e televisada, está totalmente comprometida. Vultuosos contratos de propaganda receberam em pagamento pelos serviços que estão prestando ao poder absolutista. Os comentaristas e repórteres não “ confiáveis” foram trocados por serviçais do poder, nenhuma renovação de radio ou TV foi feita, para ficarem todos acocorados frente ao poder.

Alguns heróis ainda acham que uma revista, um jornal e uma cadeia de e-mail podem fazer algo pelo país.

Tentar e’ uma obrigação, mas iludir-se e’ uma tolice.

A diferença entre o ditador calhorda da Venezuela e o nacional esta’ na forma e não na busca do poder total sobre a sociedade.

Pouco ou nada pode ser feito, pois teremos mais 4 anos seguros para a consolidação deste quadro que vemos. Como disse o segundo chefe da quadrilha em reunião com seus partidários em Fortaleza há 5 anos atrás: “ Calma, temos o governo, mas ainda não temos o poder” . “ Para chegar a este precisamos de mais um duplo mandato” .

E, este começará em 2011 não com ele, que se imaginava já na posição, mas de uma serviçal menos competente, porem mais radical.

Enquanto isso, a classe empresarial esta’ feliz, pois nunca ganhou tanto, particularmente a da área financeira. Quanta corda esta sendo vendida para a burguesia se enforcar.

A aparente figura burlesca do bufão nos lembra as palavras de Karl Marx, no Capital: “ Não e’ a consciência que forma o ser, mas o ser que forma a consciência” .

A sua declaração de que e’ uma metamorfose ambulante, se casa perfeitamente com a psicologia já escrita pelo grande ideólogo do Partido no poder.

Carlo Barbieri é gestor do São Paulo Business Center, presidente do Brazilien Business Bureau e presidente da Oxford Group.

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