O que podemos e precisamos melhorar

Quando morava no Brasil e dava consultoria para algumas empresas americanas, tive a solicitação do presidente de uma delas (que adorava o boxe e havia mudado a academia interna da empresa para incorporar este esporte)para fazer uma avaliação de seus principais executivos e oferecer sugestões do que poderia ser feito para melhorar o desempenho dos mesmos. O trabalho foi recompensador, mas o maior obstáculo estava no próprio beligerante presidente.

À época, havia terminado de ler o livro de Anan Cox, The Achiver’s Profile e usei-o como um check list para a aferição dos profissionais que lá trabalhavam.

Creio que, o tema e as questões seguem em muitos casos atuais e vamos tratar de dividi-los com nossos leitores. Minha sugestão é que ao lermos cada item, façamos uma análise se estaríamos nos saindo bem num teste destes e o que podemos melhorar no nosso        desempenho e ajudar aos nossos companheiros na empresa.

Você sorri quando cumprimenta seus funcionários?

Como é o seu aperto de mão quando você cumprimenta outras pessoas, mole, ultra forte ou firme?

Você aceita os seus erros e os encara com bom humor perante seus colegas de trabalho?

Sua porta está sempre aberta (menos quando está em reuniões) para o acesso de seus colaboradores?

Seus colaboradores se sentem confortáveis quando entram em sua sala?

Você transmite calor humano nos contatos com seus colegas?

Você ouve o que querem lhe transmitir ou interrompe e termina as frases e palavras de seus subordinados?

Nas reuniões que você dirige há um equilíbrio entre o que fala e ouve?

Você pede desculpas por erros e interpretações?

Você instiga seus subordinados a oferecerem opinião e participarem ativamente das reuniões?

Quando recebe uma sugestão de um subordinado você o transporta para o tempo da inquisição? Acirra as perguntas para “provar” a incompetência dele?

Você está sempre buscando um mestre ou orientador para aprimorar seu conhecimento?

Quando você tem um chefe ou colega que exige o máximo de você, sua atitude é de gratidão ou revolta?

Você realmente esta sempre disposto a interferir na vida de alguém para ajudá-lo?

Há uma disposição de sua parte para encorajar seus colegas a serem autênticos e a ajudá-los em seu sucesso?

Você se encontra com os colegas sempre com emoções positivas? Há aqueles que já inicia a conversa com emoções negativas?

Seus sonhos para a empresa estão baseados na lógica dos fatos? Já se viu vendendo ilusões a si mesmo e a seus colaboradores?

Tem convicção do potencial sucesso do que está fazendo ou propondo? Usa neles as palavras “convir”,” dever” ou “experimentar”?

O seu trabalho tem um sentido mais elevado, é uma vocação, ou serve apenas de escapismo para seu tempo e outros afazeres e responsabilidades?

Aceita o desafio de persuadir os demais de sua ideia, com os riscos e responsabilidades inerentes?

Em suas atividades exige e estimula a cooperação?

Teme criar um competidor ao preparar um subordinado eficiente?

É de seu habito isolar-se de seus subordinados?

Você aproveita as oportunidades ou espera que elas insistam em lhe bater a porta?

É de seu hábito separar os assuntos e e-mails importantes e urgentes?

Qual o momento em que planeja as tarefas importantes do próprio dia ou do dia seguinte?

Revisa sua lista de coisas a fazer pelo menos uma vez ao dia?

Quanto de seu tempo é dedicado a pensar, planejar e criar?

Você reconhece sua ignorância sobre um tema ou assunto?

É de seu hábito fazer “brainstorming” quando de novos projetos ou análise de sucessos ou fracassos de algum deles?

Você se mostra muito sensível a críticas? Sofre do complexo de ”vitimose”?

Você é um valentão na empresa, atemorizando os outros com uma voz forte e uma postura ameaçadora?

Qual a sua necessidade de aprovação pelos demais companheiros de trabalho?

Tem colegas para trocar ideias sobre suas ações e incertezas?

Os colegas o procuram para pedir ajuda em seus projetos novos?

Bem, prezados leitores, esta interminável lista de perguntas (que originalmente foram mais de 100), davam-me uma visão clara de quão preparados estavam os executivos da empresa para a função que exerciam.

Seguramente, as respostas para algumas destas questões são óbvias, mas é importante refletirmos sobre cada uma delas.

Cada uma é relevante para o seu sucesso empresarial ou profissional.

Lembremo-nos que a combinação da pessoa com baixa autoestima e complexo de inferioridade, com o orgulho e a vaidade, torna-se um fator explosivo e destruidor do sucesso.

Voltaremos com outros pontos desta reflexão e uma análise mais detalhada de alguns deles.

Coluna do BBG – Brazilian Businness Group 
Carlo Barbieri – Oxford Group | Advogado e Economista
Consultor (www.carlobarbieri.com)

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