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Reflexo das eleições brasileiras nos EUA

Reflexo das eleições brasileiras nos EUA

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As eleições para prefeitos e vereadores deram um novo ânimo, aqui nos EUA, com relação ao Brasil.

A perda de poder do PT, que havia desacreditado o Brasil desde o segundo mandato do Presidente Lula até os últimos dias da presidência da Sra. Dilma, foi seguramente auspiciosa.

A decisão do Congresso de aprovar o impeachment da ex-presidente já tinha dado um sinal de mudança nas expectativas, mas o “fatiamento do processo”, sob a batuta do Presidente do STF, ministro Ricardo Lewandowski, trouxe um gosto amargo para os investidores.

A proteção que e tribunal superior tem dado a políticos, em particular do PT, mas também aos do PMDB, faz a comunidade internacional acreditar que a corte suprma não oferece segurança jurídica para os negócios com o Brasil.

As concessões, base dos investimentos de longo prazo, foram literalmente cortadas de qualquer fundo sério, no exterior.

A politização das agências reguladoras, as “parcerias” com amigos do rei (ou rainha) que excluíam concorrentes externos, foi deixando uma camada de sal em expectativas honestas de investir no Brasil.

Os financiamentos dirigidos e privilegiados do BNDES se somavam nestse descrédito.

A mudança de sinal, não significa sinal verde.

Há fortes indicativos de que o Banco Central voltou a ser um órgão sério, que se não é independente, pelo menos seus atuais dirigentes estão comprometidos com a preservação do valor da moeda. A queda da inflação vai dando sentido a esta posição do BC.

As fundações de funcionários de empresas públicas, por outro lado, foram dizimadas por má administração e principalmente por corrupção dos apadrinhados políticos.  Dificilmente terão disponibilidades para investir a curto ou médio prazos.

O BNDES se bem pode ter recursos, na verdade está ilíquido em termos reais, pois seus grandes recebíveis são de empresas que não podem ou não têm intenção de pagar.

O que se vê de positivo é que tanto a administração atual da Petrobras, como do BNDES caminham bem, numa gestão profissional e competente, o que faz bem a imagem do país no exterior.

Já não se tem a mesma visão de outros órgãos financeiros como a Caixa Econômica e Banco do Brasil que, pelo menos pelo que aqui se lê, parecem que ainda tem seus cargos negociados para a composição de uma maioria para o atual presidente no Congresso.

E, aí está a grande dúvida dos investidores. Será que a confiança que o Presidente Temer tem gradualmente conquistado no exterior, será mantida se ele não conseguir dobrar aos interesses do país, essa classe de parlamentares que foi sendo ao longo dos últimos 14 anos prostituída pelos pretrolões e mensalões criados pelo PT?

Passarão no Congresso as necessárias reformas do teto das despesas públicas, da previdência, trabalhista, tributária e política?

Por entanto não temos aqui a sensação de que os políticos modifiquem sua postura danosa ao interesse público.

A grande esperança que viu-se brotar,  aqui, foi a rebelião manifesta da população. Esta, sem organização e sem apelo partidário se fez presente.

Todos sabem que somente ela poderá realmente recuperar o Brasil mas será um trabalho de longo prazo e não sabemos se haverá persistência dessa decisão, se seguirem os altos níveis de desemprego e uma situação de insolvência da maioria da população brasileira.

Mas surgiram lampejos ao final do túnel; São ainda pirilampos, mas como dissemos acima, a percepção mudou de sinal, mas ainda não é um sinal verde, apenas passou de vermelho para amarelo.

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