A direção da rede de restaurantes fechou as lojas de Coral Springs e Melbourne e deve encerrar as atividades da loja de Boca Raton até o final do mês de junho

 

Com o objetivo de concentrar esforços nas lojas que estão dando respostas mais rápidas, a direção da rede Shrimp House decidiu fechar as portas das lojas de Coral Springs e Melbourne e vai fechar também a loja de Boca Raton. Em contrapartida, a rede está investindo no fortalecimento das lojas mais rentáveis que estão localizadas no Sawgrass Mills, em Broward, e no Dadeland Mall, em Miami, e no International Mall, em Doral, ambas no condado de Miami Dade.

Segundo o gestor da rede Shrimp House nos EUA, Carlo Barbieri, “o ajuste foi necessário, uma vez que o sócio brasileiro desistiu de continuar investindo nas operações americanas”.

Ele destacou também as peculiaridades existentes entre os mercados brasileiro e americano, um fator que o ex-sócio brasileiro não compreendeu e preferiu desistir de investir aqui, deixando assim toda operação nos EUA,.

Em vez de se queixar da situação, o empresário está aproveitando a oportunidade para readequar-se ao mercado local.  Barbieri salientou ter identificado alguns problemas que serviram como entrave à receptividade da rede Shrimp House, em um primeiro momento, tal como nomenclatura de produtos, cardápio muito extenso e preços.

Barbieri esclarece a diferença de conceitos entre os frequentadores de shopping mall no Brasil e nos EUA: “No Brasil, as pessoas vão ao mall como um programa, enquanto nos EUA os frequentadores vão ao local para fazer compras. Diante dessa realidade, a base de consumidores dos restaurantes nas praças de alimentação dos malls nos EUA é formada principalmente pelos funcionários que trabalham nas lojas, assim, o preço e a rapidez são dois elementos fundamentais para a viabilidade do negócio”.

Ainda dentro da adaptação ao mercado local, os responsáveis pelo cardápio introduziram novos itens no menu da Shrimp House, tal como ceviches, sanduíches, sopas e petiscos. “Percebemos ter havido uma boa receptividade dos clientes nos malls de Doral, Kendall e Sawgrass, mais frequentado pelo público latino. Decidimos, portanto, investir nas criações próprias em vez de trazer o cardápio estipulado pelo ex-sócio brasileiro. Desta forma, conseguimos agradar o paladar dos consumidores locais e tornamos nossa operação mais econômica e pudemos assim repassar esse benefício aos nossos clientes, oferecendo produtos saborosos e de qualidade a preços acessíveis”, finalizou Carlo Barbieri.

Atualmente, ele está em busca de um grupo que queira investir na consolidação da Shrimp House, considerando a solidez econômica da empresa, e o aprendizado obtido daquilo que o público deseja e daquilo que pode ser oferecido, como uma alternativa de comida à base de frutos do mar e peixes. E no novo plano de negócios também deverão ser abertos restaurantes em áreas externas e não mais somente nos malls.

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