Maéria publicada originalmente na revista Biz Brazil Magazine

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BRASIL – USA E OS REFLEXOS DA VISITA DO PRESIDENTE BOLSONARO

Como todo o fato político, a visita do presidente Bolsonaro a Washington suscitou várias interpretações e conclusões. Alguns fatos são conclusivos e merecem destaque.

Econômicos

Não há dúvida que foi um bom começo. A entrada do Brasil na OCDE é auspiciosa e vinha sendo tentada há muito tempo. Deve resultar em uma diminuição dos custos financeiros nas  operações internacionais, tão importante após a perda do Brasil do  seu “selo de qualidade” pelos  desmandos da administração financeira do governo de Dilma Rousseff .

Porém, fora este fato e os recursos que advirão da autorização de uso da base de Alcântara, os benefícios dependerão de um intenso trabalho do setor empresarial e os representantes dos governos. Lembremos que não havia nenhum plano ou trabalhos concretos para serem tomadas medidas. O Itamaraty já havia excluído os EUA de qualquer estudo ou projeto, há muitos anos.

Até 2002 os EUA representavam 26% da nossa pauta comercial que foi  reduzida para cerca de 10% nos últimos anos. Lembremos que a maioria das exportações para os EUA na época (73% ) era composta de produtos industrializados e semielaborados, que geravam empregos mais bem pagos e desenvolvimento tecnológico. Do que sobrou, as comodities tiveram preferência. O ideal seria já termos uma pauta que pudesse nos levar ao acordo de livre comércio mas, não tínhamos nada preparado para isto e os maiores “payers” (empresários) sequer iniciaram as tratativas. A política do ministro Ernesto Araújo encontra enorme resistência na base do Itamaraty e na Apex para fazer desta relação um sucesso e traga bons dividendos ao Brasil.

Por outro lado, a facilitação de entrada de turistas deve ter seu saldo positivo em termos de empregos e receitas para o país se as condições de segurança interna ajudarem. A questão da reciprocidade, neste caso, não faz sentido por razões econômicas e fluxo de turistas.

Segurança e corrupção

A visita à CIA e os acordos firmados com o FBI devem trazer uma nova fornada de troca de informações que fortalecerá nossa luta contra a corrupção. A mudança de governo e a potencial perda territorial da

Venezuela poderá fazer com que vários movimentos terroristas, hoje amparados por aquele país, busquem novas bases de atuação.

Neste sentido, o Brasil representará um país ideal, por suas fronteiras amplas e não resguardadas, pelo imenso território e, principalmente, por grupos extremamente organizados e armados que já têm estrutura no país. A cooperação com organismos de inteligência externa poderá ajudar a evitar tragédias que, felizmente, não enfrentamos ainda no nosso território.

Pontos fora da curva

Vários pontos podem ser motivo de observação numa análise independente. O primeiro deles foi o jantar na casa do embaixador brasileiro em Washington, com um desafeto do vice-presidente do Brasil e um desafeto do atual presidente dos EUA. Realmente não era necessário.

Assim como, as declarações, logo corrigidas, com relação aos brasileiros indocumentados no exterior. Nos EUA, somos 1,5 milhão de brasileiros. Seguramente, uma boa parte deles votou em Bolsonaro (na

Flórida mais de 90%). São pessoas trabalhadoras que fugiram justamente da realidade econômica, fruto dos desmandos das políticas, que Bolsonaro trata de corrigir e, em função das quais, Bolsonaro se elegeu. Saíram do Brasil, porque era não eram dadas as condições de sobrevivência sem o “amparo assistencialista”. São empreendedores que, só na Flórida, criaram mais de 30.000 empresas.

*Carlo Barbieri é fundador da Oxford USA

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BRAZIL – USA AND THE REFLECTIONS ON THE VISIT OF PRESIDENT BOLSONARO

Like all political events, President Bolsonaro’s visit to Washington raised a number of interpretations and conclusions. Some facts are conclusive and deserve attention.

Cheap

There is no doubt that it was a good start. Brazil’s entry into the OECD is auspicious and has been attempted for a long time. It should result in a decrease in financial costs in international operations, so important after Brazil’s loss of its “quality seal” due to the financial management oversights of Dilma Rousseff’s government.

However, aside from this fact and the resources that will come from the authorization to use the Alcântara base, the benefits will depend on an intense work of the business sector and the representatives of the governments. Remember that there were no concrete plans or work to be taken. The Itamaraty had already excluded the US from any study or project for many years.

By 2002 the US accounted for 26% of our trade tariffs, which has been reduced to about 10% in recent years. Recall that the majority of exports to the US at the time (73%) were made up of industrialized and semi-processed products, which generated better paid jobs and technological development. From what’s left, the commodities had a preference. Ideally, we would already have a tariff that could lead us to the free trade agreement, but we had nothing prepared for this and the biggest payers did not even begin the negotiations. The policy of Minister Ernesto Araújo finds enormous resistance at the Itamaraty and Apex bases to make this relationship a success and bring good dividends to Brazil.

On the other hand, facilitating entry of tourists should have a positive balance in terms of jobs and income for the country if domestic security conditions help. The issue of reciprocity in this case makes no sense for economic reasons and flow of tourists.

Security and corruption

The visit to the CIA and the agreements signed with the FBI should bring a new batch of information exchange that will strengthen our fight against corruption. The change of government and the potential territorial loss of

Venezuela may cause several terrorist movements, now supported by that country, to seek new bases of action.

In this sense, Brazil will represent an ideal country, due to its large and unguarded borders, the immense territory and, mainly, extremely organized and armed groups that already have structure in the country. Cooperation with external intelligence agencies can help prevent tragedies that, fortunately, we have not yet faced in our territory.

Points outside the curve

Several points may be the subject of an independent analysis. The first was dinner at the Brazilian ambassador’s house in Washington, with a dislike of the vice president of Brazil and a dislike of the current US president. It really was not necessary.

As well as, the statements, soon corrected, with regard to undocumented Brazilians abroad. In the US, we are 1.5 million Brazilians. Surely, a good part of them voted in Bolsonaro (in the

Florida more than 90%). These are hard-working people who have fled precisely from the economic reality, the fruit of political excesses, which Bolsonaro tries to correct and, on the basis of which Bolsonaro has elected. They left Brazil, because they were not given the conditions of survival without the “welfare assistance.” They are entrepreneurs who, in Florida alone, have created more than 30,000 companies.

* Carlo Barbieri is founder of Oxford USA

 

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