Governador Rick Scott no Brasil – e agora?

Governador Rick Scott no Brasil

  

Carlo Barbieri –
Advogado e Economista
Presidente do Oxford Group
barbieri@casite-724183.cloudaccess.net

A ida do governador da Flórida, Rick Scott, ao Brasil veio bem a tempo de chamar a atenção dos brasileiros, não apenas dos que residem no Brasil, mas principalmente para nós que moramos na Flórida, sobre as novas oportunidades de trabalho e ganhos que estão aí presentes e que, ao nos afogarmos em lamúrias e lágrimas, deixamos de enxergar e consequentemente aproveitar.

 

Vamos atentar para fatos que chamam mais a atenção:

Turismo

Este ano, estima o Departamento de Comércio do Consulado Americano em São Paulo, deverão vir para os EUA, cerca de um milhão de brasileiros (85% para a Flórida) que estão deixando cerca de U$6,000 cada um, do momento que pisam o solo americano ao deixarem o mesmo. Ou seja, serão seis bilhões de dólares despejados na terra de Tio Sam.

Neste valor temos gastos em hotel, locação de carros, compras, locação de residências, entradas de parques temáticos, locação de residências temporárias, contratação de guias, e tantas outras coisas.

O Governador Rick declarou que está fazendo um lobby, e seguramente está contando com grandes parceiros neste trabalho, como a Disney, Associação das Empresas de Retail, Hotéis, etc., para que os brasileiros sejam isentados de visto quando vierem para os EUA.

Novamente, segundo estimativas oficiais, se esta isenção for aprovada, se estima em três milhões o número de brasileiros que virão para os EUA por ano. Além da falta de aeronaves, podemos imaginar a carência de pessoas que falem português para dar suporte a toda esta “invasão” desejada e auspiciosa que estamos tendo e seguiremos a ter?

Daria para mensurar a infinidade de serviços e produtos a serem oferecidos; a quantidade de oportunidades que estão abertas aos brasileiros aqui residentes?

Trading

Por razões que prefiro não comentar, o Brasil deixou de ter superavit na balança comercial com os EUA, e assim perdeu o seu principal comprador de produtos industrializados.

Mas, se acompanharmos a quantidade de indústrias que têm fechado nos EUA, em seus diversos campos, de móveis a confecções e a manutenção do ritmo de importações, nos damos conta que nesta economia de quinze trilhões de dólares, há muito espaço para uma infinidade de produtos brasileiros entrarem no mercado, de artesanato a sensores de calor, e ninguém em sã consciência pode dizer que não conhece alguma empresa no Brasil, que poderia exportar para os EUA.

Com mais razão, será que entre os quatorze bilhões, exportados para o Brasil, não há nenhum produto que os aqui residentes não podem mandar, pelo menos para a sua cidade ou região de origem?

Com os preços extremamente competitivos praticados nos EUA, que levam os brasileiros à “loucura”, não haverá espaço para um incrível ganho nestas exportações?

Consolidação e logística

Neste comércio de menor volume, o custo dos envios, em algumas vezes, inviabilizam ou dificultam a operação. Eis aí outra oportunidade de ganho para nós da diáspora aqui residentes.

Mercado Imobiliário

Quase todos os dias, temos visto matérias publicadas em jornais e revistas, em tanto locais, como no Brasil, da enorme demanda atual de imóveis na Flórida, por parte de brasileiros.

Além dos milhares de realtors brasileiros aqui residentes, há sempre a chance de ajudar um parente a encontrar um bom negócio neste estado. Hoje o Brasil lidera os compradores de imóveis na Flórida com 11% dos investidores nesta rubrica de não residentes.

Por outro lado, os imóveis no Brasil atingiram valores estratosféricos e segundo muitos especialistas, insustentáveis.
Quantos não juntaram suas economias para comprarem alguma casa ou apartamento em sua terra natal?

Será que não seria a hora certa de vender estes imóveis lá e transformar esta poupança em uma fonte de renda aqui nos EUA?

Macro Economia

Como bem nos destacou Rick Scott em nossa entrevista no Brasil, a Flórida, se fosse um país, seria a 21ª economia do mundo, será em breve o terceiro maior Estado dos EUA em PIB (Produto Interno Bruto) e caminha velozmente para ser o um dos Estados que mais empregos tem gerado.

Com a eventual quebra do monopólio dos índios na área de cassinos, serão dezenas de bilhões investidos no Estado e milhares de novos empregos.

Este Estado não tem, como sabemos, imposto de renda na pessoa física e é considerado um dos mais amigáveis em termos de investimentos.

Os bancos estão cheios de dinheiro para emprestar às pequenas empresas para seu desenvolvimento.

A hora é agora.

Fonte: GAZETANEWS.COM

 

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