Publicado na revista Manchete USABarbieri e-mail marketing

Ano 1 / Edição 5

Por Calor Barbieri

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Bandidos armados na rua e cidadãos desarmados pelo estado.

Cerca de 93% dos crimes de morte não são esclarecidos.

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A crise americana e as dificuldades de nossos compatriotas indocumentados nos EUA de arrumarem emprego, tirarem carteira de motorista e algumas outras razões, foi o que contribuiu para que muitos retornassem ao Brasil, acreditando na euforia econômica e que lá encontrariam fartura de emprego e ganhos potenciais.

Se era real a crise aqui nos EUA, como era e ainda segue sendo para os que aqui ficaram, a ilusão com o “nunca antes visto nesse país”, enganou muita gente; documentados ou não, pois a realidade foi se tornando clara para cada um dos que lá chegaram.

Primeiramente a adaptação cultural. Aqui se paga pelos erros e crimes, lá se festeja. Morrem mais pessoas por arma de fogo no Brasil do que em todo conflito no Iraque e metade dos que morreram na carnificina que ocorre na Síria.

Os políticos festejam o botim das contas públicas e a corrupção só tem ameaça de ser punida se o ladrão não é parte do consórcio governista.

O crescimento foi feita as custas de um forte endividamento da população que é chamada, agora, à pagar a conta. Mais de 23% dos brasileiros estão inadimplentes.

A maquiagem nas contas públicas e a forte e caríssima campanha publicitária, pode enganar o povo, mas não os investidores e com isso minguam os recursos externos. A farra do boi ou do Friboi com ou sem “X” feita com dinheiro dos contribuintes vai começando a virar “bumba no meu boi” e os castelos de cartas começa a desmoronar.

A ilusão dos que retornaram começa a se desfazer, mas o caminho de volta é árido e algumas vezes quase impossível.

Aqui, também vivenciamos várias ilusões; como o direito à privacidade, seguro de saúde universal (com direito a mantermos nosso plano original), dignidade no governo central, respeito dos aliados internacionais e tantas outras coisas que nós apoiamos no conceito e no voto mas que, a realidade se mostrou adversa.

Em seis anos Guantánamo segue aberta, os aliados nunca se sentiram tão traídos pelos EUA, o seguro social ainda não se implantou e as contas públicas estão um desastre.

A ilusão de pautar a sociedade americana num ideal socialista foi um desastre. Não é da cultura americana e, os burocratas daqui, como em todo mundo, tem o mesmo apetite pelo poder e a mesma incompetência ao exercê-la.

Mas, como a força empreendedora americana é maior do que qualquer governo, pelo menos por enquanto, o país como, fênix, saiu das cinzas e ganha vôo novamente.

Mais de dez estados já concederam licença de dirigir para os imigrantes, a construção ressurge com vigor em várias partes, em particular na Flórida, os empregos voltaram, os investidores estrangeiros estão fazendo fila para entrarem e a lei de imigração terá que ser revista, com ou sem o apoio dos grupos de republicanos reacionários.

Empreendedorismo está no sangue dos americanos desde sua mais tenra idade. Meu filho de 15 anos está fazendo o “high school” em empreendedorismo, minha filha, que estuda arte está fazendo um curso de um ano, de graça, de empreendedorismo, na Palm Beach State College e assim boa parte da juventude segue; querendo crescer por sua conta e se fazerem pessoas úteis e bem sucedidas. E isto é que faz a diferença.

Os grupos minoritários, afeitos a preguiça e à viver as custas dos que trabalham , ainda não dominaram a Nação Americana.

O povo americano e os que para cá vieram buscam o sonho de trabalho e sucesso.

As ilusões existiram, mas a realidade se impôs e o país voltou a crescer.

Bom para aqueles que acreditam!

Thanks God!

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