Matéria publicada originalmente na Revista Comex no Brasil

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Miami – Sob alerta de uma possível “tormenta” econômica mundial, anunciada pelo Fundo Monetário Mundial (FMI), a partir desta segunda-feira, em Pequim, uma série de encontros entre negociadores americanos e chineses marcam a retomada de negociações para tentar um acordo comercial. O propósito é que as duas potências cheguem a um ponto comum antes do prazo de 1º de março, quando Washington aumentaria os impostos sobre as importações chinesas na faixa de US$ 200 bilhões, que passarão de 10% para 25%.

A agenda de negociações começa com discussões entre grupos de trabalho, lideradas por pelo vice-representante de Comércio dos EUA, Jeffrey Gerrish. Os encontros de alto nível estão previstos para o final da semana, com a presença do Representante Comercial dos EUA, Robert Lighthizer, e do Secretário do Tesouro, Steven Mnuchin.

De acordo com o economista e analista político Carlo Barbieri, que atua nos Estados Unidos há mais de vinte anos, o clima será de pressão americana. “A projeção é que os EUA sigam pressionando para que os chineses mudem o tratamento com as empresas americanas, principalmente com foco intelectual. Por serem grandes produtores de tecnologia e inovação, os EUA querem um ambiente onde estas expertises estejam protegidas, e a China parece não querer ceder”, aponta o especialista.

Apesar da cautela nas declarações de Lighthizer, indicado de Trump para liderar o processo após a trégua de 90 dias na guerra comercial com Pequim, o clima é de confiança americana. “De forma alguma estou prevendo sucesso (nas negociações). Há muito trabalho a ser feito ainda”, suscitou.

IMPACTOS MUNDIAIS

Na semana passada um levantamento da Organização das Nações Unidas (ONU) estimou quem ganharia vantagem e quem não seria beneficiado com a tensão comercial travada entre China e Estados Unidos. O mapeamento indicou que a disputa pode render um salto de até U$10,5 bilhões para as exportações brasileiras. Os países da União Europeia seriam os maiores beneficiados, capturando cerca de 70 bilhões, conforme o Relatório da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).

O resultado geral avaliado pelo documento é que, distante da intenção de supervalorizar a produção americana, dificultando o acesso de produtos importados da China pelos EUA, Donald Trump pode encarar um cenário onde os produtos chineses serão apenas substituídos por de outros países, e não os nacionais.

“Temos visto uma grande oportunidade comercial para que o Brasil se afirme nestes mercados, principalmente aqui nos Estados Unidos. É possível que neste momento o país ganhe competitividade aos seus produtos e reafirme sua robustês comercial aqui nos EUA. Temos as condições ideais para ocupar o centro dessa disputa e ganhar com ela”, pondera Carlo Barbieri.

Outro ponto favorável levantado por Barbieri é a proximidade geográfica do Brasil com os Estados Unidos, a qualidade dos produtos e a força de trabalho brasileiros são atrativos que devem conferir ao país a posição central na avaliação comercial americana. “Os Estados Unidos estão fortalecendo laços comerciais neste momento. A questão política ideológica atual também têm sido favorável. O Brasil pode e deve aproveitar essa chance para consolidar ainda mais a relação com os EUA”, avalia o economista ponderando que não há melhor momento para investimentos brasileiros nos EUA.

 

ENGLISH VERSION

MIAMI (Reuters) – Under a warning of a possible global economic “storm”, announced by the World Monetary Fund (IMF), a series of meetings between US and Chinese negotiators this Monday in Beijing sign a resumption of negotiations to try to reach an agreement commercial. The purpose is for the two powers to reach a common point before the deadline of March 1, when Washington would raise taxes on Chinese imports in the $ 200 billion range, from 10 percent to 25 percent.

The negotiating agenda begins with discussions between working groups, led by US Deputy Trade Representative Jeffrey Gerrish. The high-level meetings are scheduled for the end of the week in the presence of US Trade Representative Robert Lighthizer and Treasury Secretary Steven Mnuchin.

According to economist and political analyst Carlo Barbieri, who has been in the United States for more than twenty years, the mood will be of American pressure. “It is projected that the US will continue to press for the Chinese to change treatment with American companies, mainly with an intellectual focus. Because they are big producers of technology and innovation, the US wants an environment where these expertise are protected, and China does not seem to want to give in, “he said.

Despite caution in Lighthizer’s statements, Trump’s nominee to lead the process after the 90-day truce in the trade war with Beijing, the mood is American confidence. “By no means am I predicting success (in negotiations). There is a lot of work to be done yet, “he said.

WORLD IMPACTS

Last week a UN survey estimated who would benefit and who would not benefit from the trade tension between China and the United States. The mapping indicated that the dispute could yield a jump up to US $ 10.5 billion for Brazilian exports. The countries of the European Union would be the biggest beneficiaries, capturing about 70 billion, according to the Report of the United Nations Conference on Trade and Development (UNCTAD).

The overall result evaluated by the document is that, far from over-estimating US production, making it difficult for China to import goods from China, Donald Trump may face a scenario where Chinese products will only be replaced by other countries, not national authorities.

“We have seen a great commercial opportunity for Brazil to affirm itself in these markets, especially here in the United States. It is possible that at this moment the country will gain competitiveness to its products and reaffirm its robustest commercial here in the USA. We have the ideal conditions to occupy the center of this dispute and win with it “, ponders Carlo Barbieri.

Another favorable point raised by Barbieri is Brazil’s geographical proximity to the United States, Brazilian product quality and workforce are attractive that should give the country the central position in the American commercial evaluation. “The United States is strengthening trade ties at this time. The current ideological political question has also been favorable. Brazil can and should take this opportunity to further consolidate the relationship with the US, “says the economist, considering that there is no better time for Brazilian investments in the United States.

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