Visto de Estudantes – Artigo da Comex do Brasil

Visto de Estudantes

Publicado em 03/08/2016 – Comex do Brasil

Por Carlo Barbieri

 

Os vistos de estudantes sempre foram, e seguem sendo, parte da estratégia americana de transmissão da cultura do pais a outros povos, atração de inteligências para os EUA e fonte de receita para as Universidades.

 

Na crise pós 11 de setembro, muitas universidades chegaram a perder mais de 50% de suas receitas pelas dificuldades impostas a obtenção de visto por parte de estrangeiros.

 

Segundo o relatório do SEVP (Student Exchange Visitor Program) de meados de 2014, haviam 966.333 estudantes estrangeiros nos EUA neste ano, fora os 232.988 que aqui estavam com o visto J-1.

 

A China segue liderando o número de estudantes com F-1, totalizando 28%. A Ásia como um todo, representava 75% do total dos vistos.

 

Comparado com 2013 houve um aumento de 8%, ou seja, algo em torno de 87.000 vistos.

 

No total os EUA têm 8.976 escolas certificadas pelo SEVP para poderem aceitar estudantes estrangeiros. Destas 550 estão na Florida.

 

Cerca de 79% tem até 50 estudantes registrados.

 

Vale destacar que, 72% destes estudantes estão cursando Bacharelados, Master ou Doutorado. Nas escolas secundarias tem havido um declínio de estudantes. De 2013 a 2014, esta queda foi de 26%.

 

Os cursos de tecnologia e matemática (STEM) abrangem 344.299 estudantes, o que bem demonstra o real interesse destes estrangeiros nesta área, na qual 85% vêm da Ásia. Cerca de 43% do STEM são estudantes de engenharia.

 

Há que se destacar que, o SEVP juntamente com o ICE (US Immigration and Customs Enforcement) é parte da National Security Investigation Division e atua como uma ponte para as organizações governamentais que tenham interesse em informações sobre não imigrantes, para saber se realmente sua vinda para os EUA é serem estudantes.

 

Em nome do Department of Homeland Security (DHS), SEVP administra as escolas para a classificação dos estudantes e seus dependentes.

 

Para entendermos a importância que o Governo americano dá aos vistos de estudantes e sua relação com a Segurança Nacional, existe o SEVIS que acompanha os estudantes que vem aos EUA e mantem o Departamento de Estado inteirado sobre a vida destes estudantes fazendo relatórios a cada trimestre sobre os mesmos.

 

Cerca de pouco mais de 10% destes vistos são para estudantes de inglês, 93.517.

 

A America Latina representou cerca de 17% do total de estudantes nos EUA.

 

Em geral, os estudantes masculinos representam 69% dos mesmos, não sendo porém este percentual mantido para o Brasil, em especial na área de estudo da língua inglesa, onde as mulheres atingem um percentual bem maior do que os homens.

 

Até o final do ano passado o Brasil representava 1,5% da população estudantil estrangeira nos EUA, um pouco menos do que os 1,7% do México e 2,2% do Japão.

 

O Brasil e o décimo país que mais tem estudantes nos EUA, com pouco mais de 20.000 estudantes no país, sem considerar os bolsistas do Ciência sem Fronteira.

 

O programa Ciência sem Fronteira, hoje com dificuldade de fundos, levou a aumentar a presença de brasileiros nas áreas cientificas. Os estudantes chegaram a 36.000 distribuídos em 300 diferentes entidades educacionais.

 

Historicamente o Brasil traz para os EUA estudantes para mais de 70 destinos.Estes estudantes, somados aos mais de 2 milhões de turistas, que aportavam US$ 12 bilhões a economia americana, estavam sendo razão de alegria e sustentação da economia em muitos estados americanos.

 

Com a crise econômica brasileira, muitas famílias decidiram vir para os EUA, para “testar” utilizando-se do visto de estudante.

 

Este aumento chamou a atenção das autoridades imigratórias que têm evitado a mudança de status dos que chegam com visto de turista, para passá-los à de estudante.  Da mesma forma os Consulados estão mais severos na análise dos vistos de estudante, no Brasil.

 

Há escolas de inglês em Orlando com mais de 100 estudantes brasileiros em suas unidades.

 

É essencial ser comprovada a capacidade financeira do estudante e seus vínculos com o Brasil para a obtenção deste tipo de visto, que se tornam mais fáceis quanto se trata de cursos superiores e de pós-graduação.

 

Brasileiros e visto de estudante

 

visto de estudante visto eb5 investor visa visto de investidor eua usa estados unidosNo último ano, houve um aumento significativo dos brasileiros que vieram para os EUA utilizando-se do visto de estudante.

 

A quantidade foi tão grande e não estão representadas nos dados acima, que acendeu um alerta nas autoridades imigratórias americanas.

 

Hoje já não aceitam mais mudança de status nos EUA (o estudante tem que pleitear no Consulado americano no Brasil) e a quantidade de visto de estudantes negadas está muito superior à dos aprovados.

 

Os EUA não são um pais do “jeitinho” e por isso temos que planejar inclusive a vinda de maneira certa e legal.

 

São 43 tipos diferentes de visto à disposição do imigrante.

 

O de estudante, entre outros problemas, facilita o “estudante” não tendo que pagar impostos, o que não é bem visto pelas autoridades imigratórias se for considerado uma farsa.

Carlo Barbieri (*) Formado em Economia e em Direito, Carlo Barbieri é CEO do Grupo Oxford (composto por empresas internacionais de consultoria e trading) e membro fundador do Conselho do Brazilian Business Group, membro fundador e presidente do Brazil Club. Membro fundador do conselho da Deerfield Chamber of Commerce e membro do comitê da Florida Chamber of Commerce: Florida Brazil Partnership. Embaixador da Barry University no Brasil.

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