O produto interno bruto da Flórida, nos Estados Unidos, atingiu este mês a impressionante marca de US$ 1 trilhão (ou quase R$ 4 trilhões). Se o estado norte-americano fosse uma nação teria a 17ª maior economia do mundo, maior que países como Suíça, Arábia Saudita, Argentina e Holanda. O ritmo de crescimento do PIB é de US$ 2,7 bilhões por dia. Números atuais mostram que os novos residentes (vindo de outros estados americanos ou do exterior) agregam, por hora, ao Estado, US$ 879 mil.


De acordo com a Câmara de Comércio da Flórida, os resultados demonstram o expressivo crescimento econômico da região. Além do potencial turístico que o estado implementa ao longo dos últimos anos, as vantagens para abertura de novos empreendimentos e acolhimento de investimentos são razões que podem justificar este crescimento exponencial.

Em coletiva de imprensa o governador Rick Scott considerou o resultado como um momento histórico para a Flórida. “Trabalhamos muito nos últimos anos, todos os dias, para garantir a geração de empregos no setor privado, conseguimos aumentar o PIB 37% desde 2010”, afirmou, considerando a aliança entre os diversos setores da sociedade como a mola motriz para o resultado econômico.

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Dados da organização Brazil-Florida Concil mostram que a relação comercial entre os mercados do Brasil e da Flórida também cresceu. Em 2016, o total de importações e exportações entre os mercados foi de pouco mais de US$ 18 milhões. Em 2017 a relação comercial bilateral alcançou US$ 19 mi. O Consulado do Brasil em Miami estima a comunidade brasileira residente no estado em mais de 400 mil pessoas.

“Passamos por uma grande onda de investidores brasileiros que acredita na força da moeda e estabilidade americana para investir aqui nos Estados Unidos e, sobretudo, na Flórida. O cenário é ideal e nós temos sido cada vez mais procurados por investidores que cogitam trazer seus projetos financeiros para cá”, afirma o economista brasileiro que atua na empresa Oxford Group. É uma consultoria especializada em investimentos, localizada na Flórida, e que auxilia investidores brasileiros há quase 30 anos.


Este crescimento econômico, segundo o economista, se reflete na arrecadação onde os impostos sobre as vendas atingiram cerca de US$ 3 bilhões em maio deste ano. “Na atual administração estadual, foram criados mais de 1,5 milhão de empregos e pagos cerca de 25% de todas as dívidas acumuladas na Flórida desde a sua criação como estado. De maio de 2017 a maio deste ano o emprego na Flórida aumentou em 2,1% enquanto nos Estados Unidos como um todo o aumento foi de 1.6%. Em consequência, a taxa de desemprego na Flórida é de 3,8%”, explicou Carlo Barbieri.

Morar e investir


Para os investidores, vale saber que até 2030 a Flórida estará agregando mais 6 milhões de pessoas em sua população atual registrada em 20 milhões, o que deve ter como consequência, a criação de oportunidades de negócio. Últimos dados divulgados pelo governo além da população local, a Flórida recebe 116,5 milhões de turistas todo ano.

Segundo levantado por Carlo Barbieri, além das condições de investimento ideais, muitos brasileiros procuram o estado americano também pela qualidade de escolas para os filhos. As escolas na Flórida têm obtido notas relevantes em termos nacionais, tendo atualmente 82,3 % no seu colegial (High School) e segue crescendo. “A renda per capita segue crescendo, sendo atualmente, de US$ 46.858,00. Cerca de 65,5% da população tem casa própria”, destaca Carlo Barbieri.

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