Eleições 2026: análise comparativa das propostas para política externa, comércio exterior e investimentos

Análise elaborada pelo Oxford Institute, com o apoio de ferramentas de inteligência artificial na pesquisa, organização e sistematização das informações.

Análise dos programas de governo para 2027–2030 e seus possíveis impactos sobre as relações Brasil–Estados Unidos, o comércio internacional e a internacionalização das empresas brasileiras.

A política externa, o comércio exterior e a atração de investimentos estrangeiros estão entre os temas que podem influenciar diretamente o desenvolvimento econômico brasileiro nos próximos anos.

Os programas de governo de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro apresentam propostas para ampliar a participação do Brasil na economia internacional, fortalecer as exportações, atrair investimentos e melhorar a competitividade das empresas brasileiras.

Embora existam objetivos semelhantes, as estratégias propostas apresentam diferenças importantes quanto ao papel do Estado, à abertura comercial, às relações diplomáticas e à integração do Brasil às cadeias globais de produção.

A seguir, são apresentados os principais pontos de cada programa e uma análise comparativa de suas possíveis implicações para o setor empresarial.


Plano de Governo de Flávio Bolsonaro (2027–2030)

Política externa, comércio exterior e investimentos estrangeiros

1. Política externa: reaproximação com parceiros estratégicos

O plano propõe uma diplomacia baseada no pragmatismo econômico, na competência técnica do Itamaraty e na busca de oportunidades comerciais.

As principais diretrizes são:

  • Estados Unidos: recompor e fortalecer as relações diplomáticas e econômicas.
  • Argentina: recuperar a cooperação bilateral.
  • Israel: restabelecer uma relação de maior proximidade.
  • China: manter negociações comerciais orientadas pelos interesses econômicos brasileiros.
  • União Europeia e Ásia: aprofundar relações e buscar novos mercados.

O documento critica a orientação diplomática do governo Lula e defende que o comércio, os investimentos e os interesses do produtor brasileiro sejam critérios centrais das relações internacionais.

O plano não propõe abandonar o comércio com a China em favor dos Estados Unidos. A proposta formal é negociar com diferentes parceiros, embora priorize a reaproximação diplomática com Estados Unidos, Argentina e Israel.

2. Comércio exterior: abertura comercial e novos acordos

O programa apresenta cinco compromissos principais.

PropostaO que significa na prática
Abertura comercial gradualAmpliar o acesso a produtos, equipamentos e insumos importados.
Novos acordos comerciaisBuscar mercados e reduzir barreiras ao comércio brasileiro.
Integração às cadeias globaisInserir empresas brasileiras em redes internacionais de produção e fornecimento.
Apoio às exportaçõesFortalecer a internacionalização de pequenas e médias empresas.
Redução da dependência externaDiversificar fornecedores de produtos e tecnologias estratégicos.

Um dos pontos mais relevantes é a proposta de um Plano Nacional de Integração às Cadeias Globais de Valor.

O documento estabelece quatro setores prioritários:

  • Agroindústria avançada.
  • Minerais críticos e estratégicos.
  • Saúde.
  • Economia digital.

Também propõe utilizar o BNDES e a ApexBrasil para apoiar a internacionalização de pequenas e médias empresas, além de fortalecer a presença de multinacionais brasileiras no exterior.

3. Investimentos estrangeiros: atração de capital internacional

O plano relaciona a atração de investimentos à estabilidade econômica, à segurança jurídica, à infraestrutura e à integração aos padrões internacionais.

Entre as medidas propostas estão:

  • Retomar o processo de adesão do Brasil à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
  • Eliminar gradualmente o IOF sobre operações de câmbio, no âmbito desse processo.
  • Aproximar a governança das empresas estatais das melhores práticas internacionais.
  • Ampliar a previsibilidade jurídica para investidores.
  • Estimular concessões, parcerias público-privadas e investimentos privados em infraestrutura.

Uma meta expressa é posicionar o Brasil, até 2030, entre os principais destinos mundiais de investimentos em transição energética, principalmente em biocombustíveis, energia solar, eólica e hidrogênio verde.

O plano estabelece essa intenção, mas não apresenta, nessa seção, um volume específico de investimento estrangeiro direto a ser captado.

4. Relações Brasil–Estados Unidos: oportunidades comerciais

O plano não apresenta um acordo de livre-comércio com os Estados Unidos como compromisso formal específico, mas propõe reaproximação bilateral, maior abertura comercial e negociação de acordos econômicos.

Existe, porém, uma diferença entre o documento oficial e as manifestações públicas do candidato.

Em declarações e documentos externos ao plano, Flávio Bolsonaro defendeu maior flexibilidade do Mercosul para permitir acordos bilaterais, inclusive com os Estados Unidos.

Também declarou que avaliaria a permanência brasileira no BRICS.

Essas posições não aparecem como compromissos expressos no plano de governo apresentado.

5. Infraestrutura e logística para o comércio internacional

O programa também contempla iniciativas diretamente relacionadas à competitividade das exportações:

  • Investimento previsto de R$ 900 bilhões em quatro anos em infraestrutura de transporte, incluindo rodovias, hidrovias, portos, aeroportos e ferrovias.
  • Implantação de corredores logísticos para reduzir custos de transporte.
  • Ampliação da capacidade de armazenamento de produtos agrícolas.
  • Modernização do sistema de concessões e parcerias privadas.
  • Desenvolvimento de cadeias industriais associadas a minerais estratégicos e tecnologia.

São propostas que, se executadas, poderiam afetar os custos e a capacidade logística das empresas exportadoras.

6. O que o plano significa para a internacionalização de empresas brasileiras?

As diretrizes apresentadas pelo programa permitem identificar possíveis implicações para empresas brasileiras que pretendem expandir suas operações internacionais.

ÁreaPossível implicação
Internacionalização de empresasAmpliação dos instrumentos institucionais de apoio à presença brasileira no exterior.
Exportações para os EUAPotencial fortalecimento das negociações comerciais e diplomáticas.
NearshoringPossibilidade de maior participação brasileira nas cadeias produtivas norte-americanas.
Investimento estrangeiro diretoBusca de maior segurança jurídica e previsibilidade regulatória.
Tecnologia e minerais estratégicosEstímulo ao investimento e à agregação de valor industrial no Brasil.
Acordos comerciaisPossibilidade de maior acesso a mercados, condicionada às negociações.

O plano fala expressamente em integrar o Brasil às cadeias globais de valor, mas não apresenta um programa específico de nearshoring Brasil–Estados Unidos.

Essa oportunidade pode ser analisada a partir das diretrizes de abertura comercial, aproximação diplomática e diversificação das cadeias de suprimentos, embora não constitua um compromisso específico do candidato.


Plano de Governo de Lula (2027–2030)

Política externa, comércio exterior e investimentos estrangeiros

O programa de Luiz Inácio Lula da Silva apresenta como diretriz central ampliar a participação internacional do Brasil por meio de uma diplomacia multilateral, fortalecer o Mercosul, diversificar mercados e integrar o comércio exterior a uma política de reindustrialização e desenvolvimento tecnológico.

O programa prevê a continuidade de instrumentos públicos de financiamento e incentivos voltados a setores estratégicos, em conjunto com investimentos privados.

1. Política externa: multilateralismo e autonomia internacional

O plano defende uma política externa independente, com relações comerciais e diplomáticas diversificadas, sem alinhamento exclusivo a uma potência.

As principais diretrizes são:

  • Mercosul e América do Sul: aprofundar a integração econômica, produtiva e de infraestrutura, preservando o Mercosul como plataforma regional central.
  • Estados Unidos: manter relações diplomáticas e comerciais, defendendo os interesses brasileiros diante de medidas tarifárias e disputas comerciais.
  • China e Ásia: ampliar cooperação econômica, tecnológica e comercial, dentro de uma estratégia de diversificação internacional.
  • União Europeia: aprofundar relações econômicas e a integração comercial.
  • África e Oriente Médio: expandir a cooperação econômica e abrir mercados.
  • BRICS e Sul Global: fortalecer a participação brasileira e os mecanismos de cooperação financeira e econômica.

O documento também propõe reforçar a atuação brasileira na Organização Mundial do Comércio (OMC), defender a reforma das instituições financeiras internacionais e ampliar o diálogo com a ASEAN, o G20 e a União Africana.

Em relação aos Estados Unidos, a orientação é manter canais econômicos e diplomáticos, mas com ênfase na autonomia de decisão brasileira, inclusive diante de eventuais divergências com Washington.

2. Comércio exterior: diversificação de mercados e exportação de maior valor agregado

O programa apresenta compromissos relacionados à expansão das exportações e ao fortalecimento da indústria brasileira.

PropostaO que significa na prática
Novos acordos comerciaisBuscar melhores condições de acesso a mercados internacionais.
Diversificação das exportaçõesReduzir a concentração em poucos mercados e produtos.
Fortalecimento da indústria exportadoraIncentivar produtos industrializados e tecnologicamente avançados.
Defesa comercialAperfeiçoar instrumentos de proteção diante de práticas comerciais desleais.
Integração das políticas industriais e comerciaisArticular exportações com inovação, financiamento e produção nacional.
Integração regionalFortalecer o Mercosul e as conexões logísticas sul-americanas.

O plano propõe estimular as exportações industriais, abrir novos mercados e aumentar a participação de produtos de maior valor agregado na pauta exportadora brasileira.

A proposta é que o Brasil avance não somente na exportação de commodities, mas também em bens industrializados, tecnologias e produtos de maior complexidade.

Essa estratégia está diretamente relacionada à continuidade da política industrial denominada Nova Indústria Brasil (NIB).

3. Investimentos estrangeiros: capital privado e setores estratégicos

O plano de Lula aborda os investimentos predominantemente dentro de uma estratégia de desenvolvimento industrial, infraestrutura e transformação ecológica.

As principais medidas incluem:

  • Mobilizar capital público e privado para projetos industriais e infraestrutura.
  • Utilizar instrumentos de financiamento, incluindo BNDES, mercado de capitais e fundos de investimento.
  • Atrair recursos para a transição energética e projetos ambientalmente sustentáveis.
  • Expandir investimentos em inovação, inteligência artificial, biotecnologia e minerais críticos.
  • Incentivar a produção nacional e a transferência ou internalização de tecnologias.
  • Empregar compras públicas, concessões e incentivos condicionados à agregação de valor e, em determinadas situações, ao conteúdo local.

O programa destaca o Eco Invest Brasil como instrumento de mobilização de investimentos privados e cita, como resultado atribuído ao mandato 2023–2026, mais de R$ 141 bilhões mobilizados em quatro leilões.

Esse montante não corresponde necessariamente a investimento estrangeiro direto efetivamente realizado. Trata-se de um valor de mobilização de investimentos apresentado no documento.

O plano não estabelece uma meta geral quantificada de entrada anual de investimentos estrangeiros diretos para 2027–2030.

4. Relações Brasil–Estados Unidos: comércio e negociações bilaterais

O programa de Lula não apresenta um acordo de livre-comércio bilateral com os Estados Unidos como compromisso específico.

Em relação às tarifas comerciais, o documento defende:

  • Negociar novos acordos comerciais e ampliar o acesso dos produtos brasileiros aos mercados internacionais.
  • Responder a medidas comerciais consideradas prejudiciais por meio da diplomacia e das normas internacionais.
  • Fortalecer mecanismos multilaterais, especialmente a OMC.
  • Manter a autonomia brasileira nas negociações internacionais.

O programa também menciona as medidas tarifárias adotadas pelo governo Trump e apresenta o Plano Brasil Soberano como parte da resposta brasileira a essas restrições.

Para as relações comerciais Brasil–EUA, isso indica uma estratégia de negociação e defesa dos interesses comerciais brasileiros, sem compromisso explícito de redução bilateral de tarifas.

O fortalecimento do Mercosul permanece como prioridade, o que é relevante porque um eventual acordo de livre-comércio entre Brasil e Estados Unidos teria de considerar as regras e os compromissos existentes no bloco.

5. Infraestrutura e logística para o comércio internacional

O plano propõe dar continuidade e ampliar o Novo PAC, articulando investimentos públicos e privados.

Entre as prioridades estão:

  • Ampliação e modernização da infraestrutura ferroviária.
  • Continuidade das concessões rodoviárias e realização de novos leilões ferroviários.
  • Novos arrendamentos portuários e concessões de serviços de manutenção de canais de acesso.
  • Investimentos em aeroportos regionais e incentivo a novas rotas aéreas.
  • Integração logística com países sul-americanos, incluindo conexões com o Pacífico e o Caribe.

O programa cita R$ 1,3 trilhão em investimentos associados ao Novo PAC no período anterior e prevê dar continuidade à política de infraestrutura.

Esse montante não representa uma nova meta exclusiva para 2027–2030.

Do ponto de vista do comércio exterior, essas medidas podem afetar o transporte de cargas, o escoamento da produção, a eficiência portuária e a competitividade das exportações brasileiras.

6. O que o plano significa para a internacionalização das empresas brasileiras?

As propostas apresentadas permitem identificar possíveis implicações econômicas para empresas brasileiras interessadas no comércio internacional e na expansão de suas atividades.

ÁreaPossível implicação
Internacionalização de empresasExpansão das exportações por meio da abertura de mercados e acordos comerciais.
Exportações para os EUAContinuidade das negociações comerciais, com atenção às tarifas e barreiras.
NearshoringPossibilidades de fornecimento internacional em setores industriais, embora não exista programa bilateral específico.
Investimentos estrangeirosOportunidades em infraestrutura, energia, indústria e tecnologia.
Minerais estratégicosIncentivos ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do Brasil.
Acordos comerciaisNegociações prioritariamente articuladas com o Mercosul e outros parceiros internacionais.

Um elemento relevante é a proposta de evitar a simples exportação de matérias-primas estratégicas, incentivando o processamento, a industrialização e a produção de componentes de maior valor agregado em território brasileiro.

Para empresas interessadas em participar das cadeias produtivas norte-americanas, isso pode abrir oportunidades na fabricação de componentes e produtos industrializados.

Entretanto, os incentivos à produção local e as exigências de conteúdo nacional também poderão influenciar a estruturação dos investimentos.


Análise Comparativa dos Programas de Governo

Principais diferenças e impactos para as empresas brasileiras

Com base nos programas de governo analisados, a diferença central está na estratégia de inserção do Brasil na economia mundial e no papel atribuído ao Estado nesse processo.

1. Quadro comparativo das principais diferenças

ÁreaLulaFlávio Bolsonaro
Política externaPrioriza o multilateralismo, a autonomia diplomática e a diversificação dos parceiros.Prioriza a diplomacia econômica e a reaproximação com EUA, Argentina e Israel.
Relações com os EUACooperação comercial com autonomia política e defesa dos interesses brasileiros em disputas tarifárias.Reaproximação diplomática e comercial, incluindo negociações para reduzir barreiras.
Relações com a ChinaAprofundamento da cooperação econômica e tecnológica, no contexto dos BRICS.Manutenção das relações comerciais, com negociações pautadas por interesses econômicos.
MercosulFortalecimento da integração regional e das negociações comerciais por meio do bloco.Ênfase em maior abertura comercial e novos acordos internacionais.
BRICSFortalecimento da participação brasileira e da cooperação entre os países do grupo.O plano não estabelece o fortalecimento dos BRICS como prioridade equivalente.
Comércio exteriorExpansão das exportações industriais e diversificação de mercados, associadas à política industrial.Abertura comercial gradual, acesso a insumos importados e integração às cadeias globais.
Acordos comerciaisNovos acordos negociados com ênfase no multilateralismo e na integração regional.Novos acordos voltados à ampliação de mercados e redução de barreiras comerciais.
Investimento estrangeiroMobilização de capital público e privado para setores estratégicos e transformação produtiva.Atração de capital por meio de segurança jurídica, reformas econômicas e padrões internacionais.
Política industrialMaior coordenação estatal, financiamento e incentivos para agregar valor à produção nacional.Maior ênfase na competitividade, produtividade, abertura econômica e investimentos privados.
Internacionalização de empresasExpansão de exportações e fortalecimento da capacidade produtiva nacional.Apoio explícito à internacionalização de pequenas e médias empresas e multinacionais brasileiras.
OCDENão aparece como prioridade central equivalente na estratégia internacional do programa.Retomada expressa do processo de adesão à OCDE e redução gradual do IOF cambial.
Infraestrutura e logísticaContinuidade do Novo PAC, com investimentos públicos, privados e concessões.Expansão logística, com ênfase em concessões, investimentos privados e competitividade.

2. As cinco diferenças de maior impacto econômico

Relação com os Estados Unidos

Lula defende uma relação comercial pragmática, preservando a autonomia diplomática brasileira e a atuação multilateral.

Flávio Bolsonaro propõe uma reaproximação mais explícita com Washington, com foco no fortalecimento das relações econômicas e na negociação de barreiras comerciais.

Abertura comercial

Lula associa a expansão do comércio exterior à reindustrialização, à diversificação de mercados e à exportação de produtos de maior valor agregado.

Flávio Bolsonaro propõe abertura comercial gradual para ampliar o acesso a tecnologias, máquinas e insumos importados, melhorando a competitividade das empresas.

Atração de investimentos estrangeiros

Lula enfatiza instrumentos de financiamento e políticas industriais que direcionem investimentos para infraestrutura, energia e setores considerados estratégicos.

Flávio Bolsonaro prioriza reformas, previsibilidade regulatória, segurança jurídica e aproximação aos padrões da OCDE para estimular investimentos.

Internacionalização de empresas brasileiras

Lula prioriza o fortalecimento da indústria nacional, a ampliação das exportações e a conquista de novos mercados.

Flávio Bolsonaro apresenta uma proposta mais explícita de apoio à instalação e expansão de empresas brasileiras no exterior, utilizando instrumentos como BNDES e ApexBrasil.

Integração econômica internacional

Lula prioriza a integração sul-americana, o Mercosul, os BRICS e a atuação multilateral.

Flávio Bolsonaro dá maior destaque à integração com os principais polos econômicos e tecnológicos mundiais, à OCDE e à ampliação dos acordos comerciais.

Essas distinções correspondem às diferentes ênfases dos documentos, sem significar que qualquer um deles exclua a utilização de outros instrumentos.

3. Impactos potenciais para as empresas brasileiras

Atividade empresarialLulaFlávio Bolsonaro
Exportar para os EUAÊnfase em novos mercados, política industrial e negociações tarifárias.Ênfase na reaproximação bilateral e na redução de barreiras comerciais.
Abrir empresas nos EUAInternacionalização associada principalmente ao desenvolvimento da produção e das exportações brasileiras.Apoio mais explícito à internacionalização de empresas e à expansão de multinacionais brasileiras.
Importar máquinas e componentesImportações consideradas dentro da estratégia de fortalecimento da indústria nacional.Proposta explícita de facilitar o acesso a máquinas, tecnologias e insumos importados.
Atrair investidores ao BrasilInvestimentos articulados com projetos industriais, infraestrutura e desenvolvimento tecnológico.Investimentos estimulados por previsibilidade regulatória, abertura econômica e integração internacional.
Participar do nearshoringPossível integração à cadeia internacional com estímulo à produção industrial brasileira.Possível integração com cadeias globais de fornecimento e ampliação da relação comercial com os EUA.

Esses são efeitos possíveis, sujeitos à implementação das políticas, à conjuntura econômica e às decisões dos parceiros comerciais.

4. Conclusão

Lula propõe fortalecer a capacidade produtiva e exportadora brasileira por meio de uma política industrial coordenada pelo Estado, associada ao multilateralismo e à diversificação dos parceiros internacionais.

Flávio Bolsonaro propõe ampliar a integração econômica internacional, com maior ênfase na abertura comercial, no investimento privado, na adesão à OCDE e na aproximação econômica com os Estados Unidos.

Os dois programas apoiam o aumento das exportações, a atração de investimentos e a agregação de valor à produção nacional. A diferença principal está nos instrumentos e nas prioridades diplomáticas e econômicas.

Para o setor empresarial, há três questões decisivas que permanecem em aberto nos dois programas: quais tarifas efetivamente serão reduzidas, quais novos acordos comerciais serão concluídos e quais instrumentos concretos serão disponibilizados às empresas que desejam se internacionalizar.

A evolução dessas políticas poderá influenciar a competitividade das exportações brasileiras, a atração de investimentos estrangeiros e a ampliação da presença das empresas nacionais nos mercados internacionais, especialmente nos Estados Unidos.


Fontes de referência: Programas de governo de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro para 2027–2030, conforme o material-base da análise. Documentos e propostas eleitorais disponíveis para consulta no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Esta análise tem caráter exclusivamente informativo, sem posicionamento político-partidário. As possíveis implicações econômicas apresentadas não constituem garantia de implementação das propostas ou de seus resultados.m garantia de implementação das propostas ou de seus resultados.

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