matéria publicada em ingles pelo Boca Raton Tribune

A contrário do que as mídias comprometidas anunciavam e os que politizam a economia, os EUA já estão comprovando o que os economistas da Oxford afirmavam:  de que os EUA serão o primeiro país a sair da crise.

Não que ela tenha sido pequena ou uma “marola”. Foi a maior crise econômica dos últimos 100 anos, pelo menos.

Mas, as ações do governo americano foram ágeis e assertivas para minorar as graves consequências da crise.

Cerca de 40 milhões de pessoas acudiram-se no seguro desemprego, elevando seu percentual, antes da crise de 3,5% para quase 15%, mais precisamente 14,7%.

Porém o desastre não piorou como muitos desejavam e proclamavam no mês de maio, que alardeavam que o desemprego chegaria a 20%, até de forma despudorada.

Ao contrário da expectativa dos “experts” de plantão foram criados 2,5 milhões de empregos em maio e com isso a taxa de desemprego caiu para 13,3%, ao invés de aumentar para 20% tão proclamado e diria, desejado por estes “economistas”.

Os tais 8 milhões de novos desempregados não ocorreu, felizmente, confirmada pelos números do Instituto de Estatística de Emprego.

Esses números contrariam as previsões, por exemplo da Bloomberg, que pertence a um grande oposicionista ao Presidente Trump, que afirmava que dispararia para 19% e que o número de empregos cairia ainda mais 7,5 milhões.

Com esses resultados as bolsas subiram em seu todo.

Como sabido, mas negado, o setor de restaurantes e entretenimento foi um dos que mais crescimento fez no nível de emprego, com a abertura para mais 1,2 milhões de vagas.

A área de construção também enxertou vagas em maio, num total de 464.000, assim como foram criadas vagas na área de saúde, com 312.000 novos empregos.

Vejamos alguns gráficos do tamanho da crise:

Uma parte dos novos empregos, são de tempo parcial (2/5), que indicam ainda uma cautela por parte dos empresários nas contratações.

Outro fator importante a considerar, é que uma grande parcela dos que foram ao seguro desemprego, estão ganhando mais nesta situação ($600,00 por semana)  e só vão se interessar em voltar a trabalhar, na medida que estas benesses forem sendo cortadas, o que deverá demorar, pois muitos empregos deixarão de existir, tendo em vista que as empresas mudaram sua forma de trabalho, estão reformulando seus produtos e buscando corte de custos e, com isto, muitos tipos de empregos não mais terão  demanda.

O nível de desemprego variou também por etnias. Para brancos variou de 14.2 para 12.4, os afro descendentes de 16.7, para 16.8%, os asiáticos também tiveram piora de 14,5% para 15% os hispânicos tiveram melhora de 18,9% para 17,6%.

Pela atipicidade da crise econômica e a velocidade com que ela quebrou o sistema, poderemos levar anos para os EUA voltar a situação que estava antes da crise. Mas, cremos que a taxa de desemprego deverá voltar a menos de 10% ainda antes do final deste ano. Pode  até a se aproximar de 8%.

Há muitos detritos a serem recolhidos antes da atividade retornar a exuberância que tinha os EUA antes de ser atingida por este vírus vindo da China, mas, seguramente será o país que sairá antes e mais forte da pandemia.

Carlo Barbieri.

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